No sufoco, Tupi vence lanterna Mogi Mirim e é vice-líder na Série C

Matheus Brum Matheus Brum 21/08/2017

Muitos torcedores achavam que o confronto entre Tupi e Mogi Mirim seria fácil. Isso porque o Carijó brigava pela liderança, enquanto o Sapo lutava para não cair. Para animar ainda mais os fãs, a equipe paulista teve uma semana tumultuada. Na última rodada, diante do Ypiranga, os alvirrubros não entraram em campo, devido a salários atrasados. Havia ameaça deles não viajarem para Juiz de Fora. Depois de muito bate boca, conseguiram um aporte financeiro da Federação Paulista de Futebol (FPF) e o jogo foi confirmado. Entretanto, apenas 16 jogadores vieram para Juiz de Fora.

Mas, como diz o velho ditado “o jogo é jogado e o lambari é pescado”. Todos estes problemas não entraram em campo. Com apoio de pouco mais de 1.000 torcedores, o Tupi começou em cima, mostrando superioridade. Porém, sem organização. Alguns grupos de adeptos acreditava, de fato, que o Galo tinha obrigação de golear. Por isso, gritavam e xingavam a cada jogada errada. Este clima passou para os jogadores, que começaram a tentar ações ofensivas sem organização.

Com Andrey, Diego Luís e Leandro Brasília em tarde pouco inspirada, a equipe tinha dificuldade de envolver o adversário com toque de bola rápido e objetivo. Assim, a válvula de escape encontrada eram os cruzamentos. Dois lances causaram perigo: Edmário, aos 12 e 33, e Ítalo, aos 23, levaram perigo em cabeçadas.

Quando os jogadores tinham paciência de trabalhar a bola, boas jogadas eram criadas. Aos 24, Leandro Brasília recebeu na ponta direita, driblou dois marcadores, invadiu a grande área, mas chutou mal, de perna esquerda. Depois, Bruno Santos fez boa jogada pela esquerda e finalizou de longe. A bola bateu na rede pelo lado de fora.

Uma ala da torcida, a cada lance errado, ia ficando mais impaciente. Dentro de campo, os atletas incorporaram a impaciência. Em certo momento, os 10 jogadores de linha estavam no campo de ataque. Nos minutos finais do primeiro tempo, alguns jogadores começaram a apressar os gandulas para entregar rápido a bola, para agilizar a cobrança de laterais e escanteios. Parecia que estávamos no final da partida, e o time precisava desesperadamente marcar o gol da vitória.

Quando o primeiro tempo estava acabando (o árbitro sinalizou quatro minutos de acréscimo), Bruno Santos cobrou falta. O goleiro Júnior Souza não conseguiu defender. No rebote, Marcel empurrou pro fundo das redes. Na comemoração, foi em direção à torcida, batendo no peito, no escudo, numa forma de extravasar e demonstrar raça.

Na saída para o vestiário, o zagueiro e capitão do Mogi Mirim, Emerson, se envolveu em uma confusão com o técnico Ailton Ferraz. Durante a semana, o comandante disse ser desrespeitosa a greve dos jogadores alvirrubros. Por isso, o camisa 3 ameaçou, dizendo que ia dar um soco no treinador. Contudo, a turma do “deixa disso” chegou e conseguiu evitar maiores transtornos.

Na volta do intervalo, a expectativa era que o Tupi conseguisse manter o controle do jogo, e, sem a pressão de abrir o placar, trocasse mais passes, pensando melhor no jogo. Mas, ledo engano. A equipe continuou em cima, propiciando contra-ataques para os paulistas. Em 30 minutos, tiveram três chances de empatar: Galego, Jânio e Lessinho. A de Jânio foi a mais perigosa. Em escanteio, subiu sozinho e testou no travessão.

Com a partida se encaminhando para a reta final, Ailton Ferraz recuou a equipe. Sacou Andrey e colocou Kalu. Assim, chamou o adversário para o campo de ataque. O sufoco foi até o final. Por sorte, as finalizações do Mogi Mirim não estavam calibradas, e o placar mínimo se manteve até o apito final.
Com os três pontos, o Tupi foi a 26, mantendo a vice-liderança, empatado com o São Bento. Os juiz-foranos só perdem nos critérios de desempate. Agora, o próximo compromisso do “Fantasma do Mineirão” é contra o Botafogo-SP, sábado, às 15h, em Ribeirão Preto

Ficha Técnica – Tupi 1 x 0 Botafogo-SP

Data e Local: Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, Juiz de Fora, 19/08/2017 (sábado)

Gol: Marcel (TUP), aos 47’ do 1º tempo

Tupi: Paulo Henrique, Lucas, Edmário, Fernando e Bruno Santos; Marcel, Diego Luís, Leandro Brasília e Andrey (Kalu); Juninho (Romarinho) e Ítalo (Marcinho). Técnico: Ailton Ferraz

Mogi Mirim: Júnior Souza, Rodrigo, Emerson, Vinicius e Alex Cazumba; Ewerton, Régis, Jânio (Ruster) e Anderson Rosa; Júnior Timbó e Galego (Lessinho). Técnico: Lesheva

Arbitragem: Devarly Lira do Rosário (ES), auxiliado por Leonardo Mendonça (ES) e Ramires Santos Cândido (ES)

Público e Renda: 648 pagantes / R$12.645,00

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No sufoco, Tupi vence lanterna Mogi Mirim e é vice-líder na Série C

Matheus Brum Matheus Brum 21/08/2017

Muitos torcedores achavam que o confronto entre Tupi e Mogi Mirim seria fácil. Isso porque o Carijó brigava pela liderança, enquanto o Sapo lutava para não cair. Para animar ainda mais os fãs, a equipe paulista teve uma semana tumultuada. Na última rodada, diante do Ypiranga, os alvirrubros não entraram em campo, devido a salários atrasados. Havia ameaça deles não viajarem para Juiz de Fora. Depois de muito bate boca, conseguiram um aporte financeiro da Federação Paulista de Futebol (FPF) e o jogo foi confirmado. Entretanto, apenas 16 jogadores vieram para Juiz de Fora.

Mas, como diz o velho ditado “o jogo é jogado e o lambari é pescado”. Todos estes problemas não entraram em campo. Com apoio de pouco mais de 1.000 torcedores, o Tupi começou em cima, mostrando superioridade. Porém, sem organização. Alguns grupos de adeptos acreditava, de fato, que o Galo tinha obrigação de golear. Por isso, gritavam e xingavam a cada jogada errada. Este clima passou para os jogadores, que começaram a tentar ações ofensivas sem organização.

Com Andrey, Diego Luís e Leandro Brasília em tarde pouco inspirada, a equipe tinha dificuldade de envolver o adversário com toque de bola rápido e objetivo. Assim, a válvula de escape encontrada eram os cruzamentos. Dois lances causaram perigo: Edmário, aos 12 e 33, e Ítalo, aos 23, levaram perigo em cabeçadas.

Quando os jogadores tinham paciência de trabalhar a bola, boas jogadas eram criadas. Aos 24, Leandro Brasília recebeu na ponta direita, driblou dois marcadores, invadiu a grande área, mas chutou mal, de perna esquerda. Depois, Bruno Santos fez boa jogada pela esquerda e finalizou de longe. A bola bateu na rede pelo lado de fora.

Uma ala da torcida, a cada lance errado, ia ficando mais impaciente. Dentro de campo, os atletas incorporaram a impaciência. Em certo momento, os 10 jogadores de linha estavam no campo de ataque. Nos minutos finais do primeiro tempo, alguns jogadores começaram a apressar os gandulas para entregar rápido a bola, para agilizar a cobrança de laterais e escanteios. Parecia que estávamos no final da partida, e o time precisava desesperadamente marcar o gol da vitória.

Quando o primeiro tempo estava acabando (o árbitro sinalizou quatro minutos de acréscimo), Bruno Santos cobrou falta. O goleiro Júnior Souza não conseguiu defender. No rebote, Marcel empurrou pro fundo das redes. Na comemoração, foi em direção à torcida, batendo no peito, no escudo, numa forma de extravasar e demonstrar raça.

Na saída para o vestiário, o zagueiro e capitão do Mogi Mirim, Emerson, se envolveu em uma confusão com o técnico Ailton Ferraz. Durante a semana, o comandante disse ser desrespeitosa a greve dos jogadores alvirrubros. Por isso, o camisa 3 ameaçou, dizendo que ia dar um soco no treinador. Contudo, a turma do “deixa disso” chegou e conseguiu evitar maiores transtornos.

Na volta do intervalo, a expectativa era que o Tupi conseguisse manter o controle do jogo, e, sem a pressão de abrir o placar, trocasse mais passes, pensando melhor no jogo. Mas, ledo engano. A equipe continuou em cima, propiciando contra-ataques para os paulistas. Em 30 minutos, tiveram três chances de empatar: Galego, Jânio e Lessinho. A de Jânio foi a mais perigosa. Em escanteio, subiu sozinho e testou no travessão.

Com a partida se encaminhando para a reta final, Ailton Ferraz recuou a equipe. Sacou Andrey e colocou Kalu. Assim, chamou o adversário para o campo de ataque. O sufoco foi até o final. Por sorte, as finalizações do Mogi Mirim não estavam calibradas, e o placar mínimo se manteve até o apito final.
Com os três pontos, o Tupi foi a 26, mantendo a vice-liderança, empatado com o São Bento. Os juiz-foranos só perdem nos critérios de desempate. Agora, o próximo compromisso do “Fantasma do Mineirão” é contra o Botafogo-SP, sábado, às 15h, em Ribeirão Preto

Ficha Técnica – Tupi 1 x 0 Botafogo-SP

Data e Local: Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, Juiz de Fora, 19/08/2017 (sábado)

Gol: Marcel (TUP), aos 47’ do 1º tempo

Tupi: Paulo Henrique, Lucas, Edmário, Fernando e Bruno Santos; Marcel, Diego Luís, Leandro Brasília e Andrey (Kalu); Juninho (Romarinho) e Ítalo (Marcinho). Técnico: Ailton Ferraz

Mogi Mirim: Júnior Souza, Rodrigo, Emerson, Vinicius e Alex Cazumba; Ewerton, Régis, Jânio (Ruster) e Anderson Rosa; Júnior Timbó e Galego (Lessinho). Técnico: Lesheva

Arbitragem: Devarly Lira do Rosário (ES), auxiliado por Leonardo Mendonça (ES) e Ramires Santos Cândido (ES)

Público e Renda: 648 pagantes / R$12.645,00

No sufoco, Tupi vence lanterna Mogi Mirim e é vice-líder na Série C

Matheus Brum Matheus Brum 21/08/2017

Muitos torcedores achavam que o confronto entre Tupi e Mogi Mirim seria fácil. Isso porque o Carijó brigava pela liderança, enquanto o Sapo lutava para não cair. Para animar ainda mais os fãs, a equipe paulista teve uma semana tumultuada. Na última rodada, diante do Ypiranga, os alvirrubros não entraram em campo, devido a salários atrasados. Havia ameaça deles não viajarem para Juiz de Fora. Depois de muito bate boca, conseguiram um aporte financeiro da Federação Paulista de Futebol (FPF) e o jogo foi confirmado. Entretanto, apenas 16 jogadores vieram para Juiz de Fora.

Mas, como diz o velho ditado “o jogo é jogado e o lambari é pescado”. Todos estes problemas não entraram em campo. Com apoio de pouco mais de 1.000 torcedores, o Tupi começou em cima, mostrando superioridade. Porém, sem organização. Alguns grupos de adeptos acreditava, de fato, que o Galo tinha obrigação de golear. Por isso, gritavam e xingavam a cada jogada errada. Este clima passou para os jogadores, que começaram a tentar ações ofensivas sem organização.

Com Andrey, Diego Luís e Leandro Brasília em tarde pouco inspirada, a equipe tinha dificuldade de envolver o adversário com toque de bola rápido e objetivo. Assim, a válvula de escape encontrada eram os cruzamentos. Dois lances causaram perigo: Edmário, aos 12 e 33, e Ítalo, aos 23, levaram perigo em cabeçadas.

Quando os jogadores tinham paciência de trabalhar a bola, boas jogadas eram criadas. Aos 24, Leandro Brasília recebeu na ponta direita, driblou dois marcadores, invadiu a grande área, mas chutou mal, de perna esquerda. Depois, Bruno Santos fez boa jogada pela esquerda e finalizou de longe. A bola bateu na rede pelo lado de fora.

Uma ala da torcida, a cada lance errado, ia ficando mais impaciente. Dentro de campo, os atletas incorporaram a impaciência. Em certo momento, os 10 jogadores de linha estavam no campo de ataque. Nos minutos finais do primeiro tempo, alguns jogadores começaram a apressar os gandulas para entregar rápido a bola, para agilizar a cobrança de laterais e escanteios. Parecia que estávamos no final da partida, e o time precisava desesperadamente marcar o gol da vitória.

Quando o primeiro tempo estava acabando (o árbitro sinalizou quatro minutos de acréscimo), Bruno Santos cobrou falta. O goleiro Júnior Souza não conseguiu defender. No rebote, Marcel empurrou pro fundo das redes. Na comemoração, foi em direção à torcida, batendo no peito, no escudo, numa forma de extravasar e demonstrar raça.

Na saída para o vestiário, o zagueiro e capitão do Mogi Mirim, Emerson, se envolveu em uma confusão com o técnico Ailton Ferraz. Durante a semana, o comandante disse ser desrespeitosa a greve dos jogadores alvirrubros. Por isso, o camisa 3 ameaçou, dizendo que ia dar um soco no treinador. Contudo, a turma do “deixa disso” chegou e conseguiu evitar maiores transtornos.

Na volta do intervalo, a expectativa era que o Tupi conseguisse manter o controle do jogo, e, sem a pressão de abrir o placar, trocasse mais passes, pensando melhor no jogo. Mas, ledo engano. A equipe continuou em cima, propiciando contra-ataques para os paulistas. Em 30 minutos, tiveram três chances de empatar: Galego, Jânio e Lessinho. A de Jânio foi a mais perigosa. Em escanteio, subiu sozinho e testou no travessão.

Com a partida se encaminhando para a reta final, Ailton Ferraz recuou a equipe. Sacou Andrey e colocou Kalu. Assim, chamou o adversário para o campo de ataque. O sufoco foi até o final. Por sorte, as finalizações do Mogi Mirim não estavam calibradas, e o placar mínimo se manteve até o apito final.
Com os três pontos, o Tupi foi a 26, mantendo a vice-liderança, empatado com o São Bento. Os juiz-foranos só perdem nos critérios de desempate. Agora, o próximo compromisso do “Fantasma do Mineirão” é contra o Botafogo-SP, sábado, às 15h, em Ribeirão Preto

Ficha Técnica – Tupi 1 x 0 Botafogo-SP

Data e Local: Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, Juiz de Fora, 19/08/2017 (sábado)

Gol: Marcel (TUP), aos 47’ do 1º tempo

Tupi: Paulo Henrique, Lucas, Edmário, Fernando e Bruno Santos; Marcel, Diego Luís, Leandro Brasília e Andrey (Kalu); Juninho (Romarinho) e Ítalo (Marcinho). Técnico: Ailton Ferraz

Mogi Mirim: Júnior Souza, Rodrigo, Emerson, Vinicius e Alex Cazumba; Ewerton, Régis, Jânio (Ruster) e Anderson Rosa; Júnior Timbó e Galego (Lessinho). Técnico: Lesheva

Arbitragem: Devarly Lira do Rosário (ES), auxiliado por Leonardo Mendonça (ES) e Ramires Santos Cândido (ES)

Público e Renda: 648 pagantes / R$12.645,00