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    ::: 15/07/2003



    Mesmo sabendo que são vários os ingredientes que compõem o sucesso profissional, podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que a comunicação é o principal deles. Saber expressar seus pensamentos, pontos de vista e idéias é fundamental. Alguém já disse com muita propriedade que "quem não sabe comunicar suas idéias, assemelha-se àquele que não sabe pensar". Mas por que não damos a devida importância ao aprimoramento da comunicação seja para falarmos para uma pessoa ou mesmo em público?

    O primeiro passo a ser dado é quebrar o mito de que saber falar bem é um dom. Não, isso não é verdade. Ninguém nasce orador. As pessoas se fazem oradores. É uma questão de dedicação. Certo é que uns têm mais facilidade que outros, ou precisarão de menos esforço. Isso depende de uma série de fatores. Entre eles a maneira como em nossa família fomos estimulados ou inibidos a falar, os primeiros anos escolares, o incentivo à leitura, etc. Além disso, as experiências que acumulamos em nossa vida interferem na forma como vemos os momentos em que temos que nos expressar verbalmente. Uns encaram como oportunidade, outros como ameaça. Para uns tudo é natural, para outros medo e ansiedade dominam.

    O segundo passo é acreditar e arriscar. Se é na escola onde muitas vezes desenvolvemos o medo de expor nossas idéias, é lá também o melhor lugar para superar esta barreira. E esta afirmação vale para qualquer fase de nossa educação: 1º, 2º ou 3º graus. Quanto mais cedo melhor. É durante a vida estudantil que podemos correr o risco e errar sem maiores conseqüências. É nesse período que é permitido nos proteger com a celebre frase: "mas eu estou aprendendo!"

    Se você precisa de mais argumentos para se decidir a enfrentar e superar suas barreiras de comunicação apresentamos mais três. Se você não viveu, pelo menos já presenciou uma das seguintes situações:

    Situação 1: Trabalho em grupo para apresentação em sala de aula. Você pesquisa, digita, prepara tudo, mas nega-se a falar lá na frente. Enquanto isto, um de seus colegas que pertence ao grupo, pouco fez, mas como tem facilidade para falar fica com a parte da apresentação. Fim da história: por mais que você tenha feito e até saiba mais do que ele sobre a matéria, se ele fez uma boa apresentação é com ele que ficarão os maiores créditos aos olhos do professor.

    Situação 2: Entrevista de estágio. Você e um colega disputam a vaga. Na escola todos sabem que você é o melhor aluno e o seu concorrente é apenas, digamos, bom. Mas ele tem uma comunicação impecável. Sabe expor idéias e fala com desenvoltura. Já você é inibido e sente dificuldades para apresentar seu conhecimento com mais consistência. Embora já tenhamos dito que você sabe mais do que o seu colega, na imagem criada pelo entrevistador qual dos dois transmite mais segurança? Qual dos dois gerou uma impressão de maior conhecimento? E por fim, quem tem mais chances de ser contratado? Lembre-se: na era da comunicação não basta ter conhecimento é preciso saber transmití-lo.

    Situação 3: Recorrendo a ilustração da situação 2, digamos que duas pessoas conforme o perfil citado trabalhem numa empresa. Sabendo que hoje a liderança não é mais focada nas habilidades técnicas e sim nas humanas e gerenciais - entre as quais a comunicação também é destaque - qual dos dois terá maior probabilidade de ocupar uma vaga de supervisão ou gerência? Só para esclarecer, seu concorrente é bom, mas você é muito melhor tecnicamente. Da mesma forma ele leva uma enorme vantagem na comunicação.

    Pelo que temos visto em nossa experiência em consultoria e recrutamento e seleção, pessoas com comunicação eficaz levam grande vantagem. O que quero é que você reflita sobre a necessidade de investir no desenvolvimento de sua expressão verbal. Todo seu esforço e dedicação ao estudo podem ser prejudicados sem uma boa transmissão que gere a imagem de confiabilidade. Como diz a sabedoria popular não basta ser bom, é preciso parecer bom. E para isto saber falar com segurança é essencial. Você poderá recorrer a cursos, livros especializados, mas principalmente deverá aproveitar as oportunidades de praticar. E as melhores são os trabalhos em sala de aula. Enfrente o frio na barriga, o suor nas mãos, enfim o medo. Você só tem a ganhar. Comece devagar, dentro do que você julgar possível. Porém não perca as oportunidades. Elas lhe farão muita falta no futuro. Você pode muito mais. Não espere. Faça melhorar!


    Eduardo Santos é psicólogo e consultor
    formado pelo Centro de Ensino Superior
    de Juiz de Fora e Pós-Graduado em Consultoria em RH.
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