Consumidores mirins e conscientes Guia gratuito disponível na internet ensina os pequenos a lidar com situações do dia-a-dia de um consumidor que não quer ser passado para trás

27/03/2007

Acredite: ser freguês não é mais ofício de gente grande. Além da mudança no que diz respeito ao marketing, que cada vez mais constrói produtos voltados essencialmente para os pequenos, a idéia de compra e consumo ganha força a cada geração que vem por aí.

Mas será que essas crianças estão consumindo bem? Estão atentos aos seus direitos? O Agência Procon de Juiz de Fora não tem queixas vindas de crianças. Segundo a assessoria de imprensa a "não estatística" pode estar relacionada ao fato de que os pais devem assumir o controle da situação em caso de lesão do consumidor, "porque situações como essa são comuns a todos, independente da idade", afirmam.

Tudo bem... Os pais podem assumir a situação, mas também é importante que os pequenos tenham consciência do que compram. E foi pensando nisso que o o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) convocou um grupo de 15 crianças, de 11 a 14 anos, para discutir o tema. O bate-papo informal transformou-se num relato de histórias, que hoje estão no guia Essa Turma Ninguém Passa para Trás.

O guia está disponível na internet, gratuitamente, para quem queira ter acesso ao material. O texto está simples e vem recheado de histórias que pertencem ao universo infantil. A partir de exemplos dados por uma turminha de cinco amigos, cada criança vai poder se inspirar e aprender como agir em determinada situação.

imagem da turma

E tem muita gente que não sabe como e pelo que reclamar. Sofia Bruno (foto ao centro), por exemplo, afirma que já comprou balas e doces com embalagens semi-abertas. Mas não reclamou. "Comi assim mesmo", diz Sofia.

foto de Sofia Sua irmã mais nova, Larissa, de oito anos, conta que as duas pediram um sanduíche que viram na foto da lanchonete. "Era um x-salada, grande e lindo", explica. "Mas quando chegou não tinha salada e era pequeno", conta a menina que, mesmo decepcionada, não reclamou, apenas comeu o sanduíche.

A história de das irmãs coincide com uma das histórias do livro, que explica didaticamente a diferença entre propaganda enganosa e abusiva, por exemplo. O guia simula várias problemas decorrentes do cotidiano infantil, com o objetivo de apontar possíveis soluções. Se uma criança comprar um par de tênis com defeito, ela tem o direito de trocar, pedir o dinheiro de volta ou reivindicar um desconto.

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