Luiz Guilherme Campos B. Ganimi Há um ano no teatro, o ator mirim diz que atuar ajuda no dia-a-dia da escola

Num primeiro momento, Luiz Guilherme Campos B. Ganimi, 12 anos, confessa que é tímido. Mas quando conquista a confiança, conversa fácil. Principalmente, depois que entrou para escola de teatro, há pouco mais de um ano, influenciado pela irmã e pelas colegas de aula.

"Minha irmã faz teatro há algum tempo e assisti às peças dela e gostei. Minhas amigas sempre me incentivaram, dizem que sou engraçado e que deveria entrar no grupo", conta.

Antes de fazer teatro, Guilherme jogava vôlei, mas não via mais tanta graça no esporte. Hoje, além de fazer parte de uma escola de teatro dentro do colégio, foi convidado a participar de outro grupo, mais profissional. "Faço aula nos dois e me chamaram, agora, pra treinar pro campeonato de vôlei e aceitei", diz.

Guilherme lembra que teatro é coisa séria. É preciso disciplina, responsabilidade. "A gente tem que chegar na hora certa e não pode faltar", afirma.

Como são os primeiros dias de aula de teatro?
Primeiro, eles dão exercícios de corpo e voz, é o aquecimento. Depois de um tempo, passam para os exercícios de memória. Depois de uns quatro meses, mais ou menos, é que a Carla (professora de teatro) começa a pensar nas peças.

Quantas peças você já fez até hoje?
Duas. Uma menor no meio do ano passado e outra maior no fim do ano.

E qual foi o seu papel?
Na verdade, eu tive uma fala só. O resto do tempo, eu tinha que interpretar um menino assustado, nervoso, ansioso, com medo. Como eu estava tenso, foi mais fácil (risos). As pessoas me elogiaram bastante. Já no fim do ano, eu estava mais entrosado e adaptado ao palco. Quando vi o papel, gostei muito. Fiz um domador de leão, sério, emburrado, porque gostava da filha do dono do circo. Só que ele foi acusado de matar o leão. Foi legal.

E no outro grupo de teatro? Você está lá há quanto tempo?
Foi no início deste ano que entrei na Cia., à convite da Nilza. Ela estava precisando de menino pra atuar, porque tem pouco. Agora, a gente vai começar a ensaiar a peça "Retratos".

E seus amigos, o que acham?
É bom que a maioria das meninas da minha sala fazem aula na escola, mas o meninos têm preconceito. Dizem que é coisa de menina. Mas na Grécia, o teatro era feito somente por homens. Pra mim, o teatro são para os dois.

No dia-a-a-dia da escola, você acha que o teatro ajuda?
Bastante. Fica muito mais fácil guardar as coisas que o professor ensina, com certeza.

E você pretende seguir carreira de ator quando crescer?
Não. Eu quero mexer com plantas, que é uma coisa que gosto muito ou, então, trabalhar em alguma área que expresse como o teatro. Só que eu quero fazer teatro, como hobby, a minha vida inteira.

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