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    História em quadrinhos na internet O advento da tecnologia aumentou a democratização das histórias em quadrinho. Leia a história de que aderiu a idéia

    Renata Solano
    *Colaboração
    22/11/2007

    Quadrinhos é a arte de narrar uma história através de seqüências de imagens, desenhos ou figuras. Os diálogos entre os personagens, seus pensamentos e a própria narração aparecem sob a forma de legendas ou dentro dos balões de conversa.

    Os pioneiros dessa arte foram Rudolf Töpffer artista e escritor suíço que é conhecido pelos seus desenhos, como, por exemplo, o senhor Vieux-Bois. Henrique Fleiuss, que ficou conhecido por causa da seu personagem Doutor Semana. Outros precursores foram Wilhelm Busch, criador dos garotos travessos Max e Moritz; Juca e Chico, conhecidos pela tradução de A família Fenouillard.

    Hoje, os quadrinhos mais conhecidos pela galera são os da "Turma da Mônica", no entanto, muitos jovens que cresceram lendo quadrinhos de super-heróis, vilões, comédia, dentre outros, encontram diferentes caminhos a tomar para saciar seus desejos de leitura, são por exemplo Os Malvados de André Dahmer, a revista Marvel e outros.

    A outra saída é fazer o seu próprio quadrinho. Por isso, Raphael Salimena, ingressou nesse ramo e, como já desenhava desde criança criou seus próprios personagens e histórias.

    Os quadrinhos
    tirinha feita por Salimena

    Desde criança, Raphael faz seus desenhos, mas começou a mexer com quadrinhos quando tinha 15 anos de idade. "Sempre li histórias em quadrinho e quando faço os meus, inconscientemente, trabalho um pouco de cada autor que gosto de ler e que, portanto, me influenciam", conta.

    tirinha feita por Salimena

    Salimena conta que fez aulas de desenho com o professor Eduardo Borges por cerca de seis anos. "Para trabalhar com desenho a gente precisa de trocar experiência e conhecer detalhes como os traços, por exemplo, por isso nunca quero parar", explica.

    A brincadeira de fazer quadrinhos começou no trabalho, quando precisava bater ponto, mas não tinha nada para fazer, Salimena observava seus colegas e começou a satirizá-los, dessa forma, criou um blog na internet onde posta seu trabalho constantemente.

    tirinha feita por Salimena

    "Nesse tempo eu fazia muitas tirinhas, então sempre postava uma média de duas tiras por dia, mas hoje, como estou em um projeto para uma revista em quadrinhos não tenho muito tempo, daí posto as vezes, mas sem periodicidade fixa", explica Salimena.

    O desenhista conta que já trabalhou como free lancer para empresas de publicidade, mas garante que esse mercado não o atrai. "Ter que lidar com clientes que sempre pedem alterações porque não entendem do processo é complicado, teve uma vez que refiz o mesmo desenho mais de 15 vezes. Hoje só faço se for uma parada legal e que pague o suficiente, mas mesmo assim só quando vejo que é coisa simples e para os amigos", fala.

    tirinha feita por Salimena

    E, apesar de amar desenhos em quadrinhos, Salimena confessa que o desenho em si é a parte chata. "Queria piscar os olhos e ver tudo pronto, porque o que gosto mesmo é de ler a história, me divirto e não consigo viver sem", completa.

    Tecnologia

    Enfim, com o advento da tecnologia aumentou a democratização das histórias em quadrinho. As tiras, que antes deveriam ganhar volume para se tornar um livro ou revista ou mesmo que eram publicadas em jornais, podem, hoje, ser postadas na internet e vistas por malhares de pessoas de todo o mundo.

    tirinha feita por Salimena

    Dessa forma, Raphael criou o blog Linha do Trem, onde publica suas criações e conta que recebe cerca de 500 cliques por dia. "Na época em que colocava quadrinhos sempre eu recebia muitos cliques, mas hoje, tenho mesmo os visitantes assíduos. Quanto aos comentários e e-mails que recebo, por mais engraçado que pareça nunca recebi críticas, mas tem gente que não entende a piada e pede explicação", comenta.

    O blog traz, além de informações sobre o desenhista, links para o site de outros famosos, além de perfil e novidades sobre a vida profissional de Raphael, que vai para a França na sexta-feira, dia 14 de dezembro.

    Salimena conta que o público alvo para o qual escreve suas piadas é heterogêneo na questão de gosto, uma vez que admite fazer quadrinhos com humor inteligente, através de sátira de livros e ou filmes, mas também gosta de fazer piada com o humor "Trapalhões". "Mas, na realidade, o público dos meus quadrinhos á mais universitários e adultos", especifica.

    *Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF

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