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    Deu quórum! Futebol organizado por email eliminou furos e cancelamentos

    Ricardo Corrêa
    Repórter
    29/05/2006

    O que é necessário para jogar futebol? Chuteira, bola, meias, calções e jogadores. Só isso? Para uma turma de jornalistas e amigos de jornalistas de Juiz de Fora não. A peça fundamental para que a peleja aconteça é o e-mail. O futebol é real. A bola rola normalmente pelos gramados sintéticos de Juiz de Fora. Os jogadores suam, cansam, se machucam. Mas a organização é virtual.

    A idéia surgiu em 2003, mas a "Peladinha JF" como ficou conhecida a lista, só surgiu dois anos depois. Quando o jornalista Ricardo Beghini fazia um curso de pós-graduação em Educação à Distância, notou que os e-mails poderiam ser utilizados com grande eficiência.

    "Confirmei, na época, o grande potencial dos e-mails, que realmente funcionavam enquanto instrumento de comunicação e organização de eventos. Mas para isso tínhamos uma motivação. No caso, as próprias disciplinas do curso", explica ele. Que daí concluiu.

    "Ora, veja bem, nós também temos, primordialmente, uma motivação: gostamos de futebol. Outro incentivo é facilidade de convorcarmos, de uma só vez, todos os participantes, eliminando os gastos com as ligações telefônicas. É importante salientar que a maioria da lista trabalha online e os outros, que não ficam direto na frente da telinha, freqüentemente visitam o mundo virtual. Isto, claro, é um ponto fundamental", conta Beghini.

    Assim definiu uma lista de e-mails que quase se gerencia sozinha atualmente. Cada participante do futebol incluiu seu endereço eletrônico e foram ditadas regras para que as confirmações acontecessem. O futebol acontece no sábado, mas a lista começa a se movimentar na quarta-feira. É quando alguém, normalmente o próprio Beghini, envia um e-mail para todos, sempre com o mesmo título: "Convocação para a Pelada do dia ...". A partir daí chovem confirmações e declínios. Para declinar, no entanto, não é necessário nada. Só não responder. Quem quiser ir, manda um email com o título "Eu vou". E pronto. Se derem dez ou doze pessoas, no mínimo, o futebol está confirmado e chega um outro email, com o esperado "Deu Quórum". Isso evita os furos e cancelamentos.

    "Por isso, acho a idéia valida demais. Basta lembrarmos do sofrimento que era conseguir o quórum, sem contar com os mal-entendidos da comunicação telefônica ou indireta, como acontecia. Talvez, ainda hoje estaríamos jogando sem a internet, mas jamais com esta incrível freqüência. Agora nos damos ao luxo de organizarmos duas peladinhas por semana" conta Beghini.

    Deu tão certo a organização por e-mail que os jornalistas e amigos agora jogam também às terças-feiras. E seguindo o mesmo padrão. Confirmou, acontece. Não confirmou, não acontece. Tudo por email.

    E esse tipo de organização ainda tem uma vantagem. Mesmo depois que eles chegam em casa, as discussões sobre o jogo continuam, na lista. É certo que muita gente acha isso um prejuízo, afinal as tensões do jogo também caminham via-email, mas Beghini vê como uma questão positiva.

    "As discussões pelo correio eletrônico são ótimas, porque muitos se comunicam melhor pela escrita. A conversa, quando ocorre, fica mais honesta. Tudo bem que alguns são mais acanhados para este tipo de comunicação e que ela também pode provocar mal-entendidos. Percebemos ainda que muitos dizem apenas o necessário..."

    Paulo Neumann também participa das partidas e das discussões, acaloradas, mas sempre saudáveis por e-mail. Ele é um dos mais assíduos participantes e confirma que, com o e-mail, as coisas melhoraram muito para a turma.

    "A organização da nossa pelada via e-mail trouxe uma enorme facilidade, pois agora sabemos de antemão quais os participantes que estarão presentes. Essa informação sempre tivemos quando usávamos o velho telefone, mas a agilidade que se ganha com o e-mail é incomparável. Se é preciso chamar mais dois logo alguém posta o pedido e surgem as pessoas necessárias", lembra ele, que também acha importante as discussões pós-jogo.

    "E ainda podemos debater questões, discutir datas para jogos contra outros times... a organização das ações se torna completa, ágil, sem falar nas gozações e brincadeiras, que são inevitáveis e sadias para qualquer grupo", diz ele.

    Hoje os peladeiros já possuem dois times definidos, para jogos mais importantes, uniformes (que nunca usaram), com nome nas costas e patrocinadores diferentes nas duas equipes. E tudo só começou a ganhar forma em cliques e teclados. Mas eles todos avisam: só a organização é virtual. A paixão pelo futebol, a cerveja depois do jogo e a amizade, essas são bem reais.

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