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    Espelho
    Uso na forma mais elementar, que é refletir imagens, até causar sensações e qualidades de um espaço

    Sílvia Zoche
    Repórter
    22/10/05

    Clique e assista o que o arquiteto Paulo César Lourenço fala sobre a utilização de espelho na arquitetura

    Leia!

    A primeira coisa que vem à cabeça quando se fala na utilização de espelho em arquitetura de interiores é a sua função primordial: refletir imagens. Há, também, quem lembre da possibilidade de usar o espelho para simular um aumento no espaço.

    Porém, mais do que um objeto simplesmente decorativo, o arquiteto Paulo César Lourenço salienta que a arquitetura vai além da arte e materializa os espaços. "É preciso habilidade na elaboração dos espaços, inclusive no uso de espelhos", diz.

    O uso de espelhos em banheiros e quartos são exemplos do espelho utilizado em sua função de refletir imagens. "Eu lembro que antigamente, os carros subiam a Rua Espírito Santo. E o cruzamento com a Santo Antônio era perigoso. Eles colocaram um espelho convexo para que os motoristas na Espírito Santo vissem os carros na Santo Antônio. Isso é um aspecto funcional, aliado à forma".

    A forma pode definir as sensações e qualidade de um espaço. Lourenço fala sobre a Sala dos Espelhos, do Palácio de Versailles, e o Jardim dos Espelhos - espelhos d'água - no Parque de la Villette, ambos em Paris. "São arquiteturas paradigmáticas, em que os visitantes ficam cercados por espelhos, utilizados de uma forma quase lúdica e irônica".

    E por falar em espelhos d'água, os parques e palácios utilizam bem este recurso. Brasília, por exemplo, aliou a beleza do reflexo a necessidade de um ambiente úmido. O fundo deste espelhos naturais, normalmente, são escuros para refletirem melhor a paisagem.

    A técnica é o terceiro ponto a ser analisado em um projeto arquitetônico. No comércio, os argumentos técnicos prevalecem, porque o uso do espelho é uma forma de mostrar ao cliente os produtos, por vários ângulos, ao mesmo tempo. "As lojas de jóias, que possuem produtos pequenos, usam o espelho a seu favor", diz. Em shoppings, deve-se tomar cuidado com a quantidade de espelhos, para não causar multiplicidade de sensações.

    Espelho à direita da foto Nas paredes da loja Mal uso do vidro

    Lourenço enfatiza a importância de saber o tipo de projeto e o que pretende-se com ele. Uma sala de reunião com um grande espelho não vai funcionar bem, porque pode deixar a pessoa constrangida ao ficar de frente para si mesma o tempo inteiro. Se alguém resolver usar a técnica de ampliação ambiente em um lavabo também não será uma boa idéia, porque existirá a sensação de estar sendo vigiada.

    Um cuidado especial em projetos de lojas comerciais são as vitrines, já que a exposição dos produtos é primordial. A iluminação interna e externa inadequada pode transformar o vidro da vitrine em espelho e esconder o produto. A colocação inclinada de um vidro também pode causar o mesmo efeito de espelho. Quando isso acontece, ou muda-se a iluminação ou coloca-se o vidro novamente.

    A moda também já aderiu muito o espelho ao seu dia-a-dia. Algo arriscado, porque os estilos saem de moda, mas a arquitetura fica, como a aplicação em laterais de escadas rolantes e em fachadas de prédios.

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