Artigo
Herpes simples
doença que afeta 99% da população
::: 04/09/2003



O herpes simples ou herpes recidivante é uma doença que afeta quase todos nós seres vivos. Muitas pessoas nem sabem que têm a doença, mas possuem o vírus escondido em seu organismo, que em condições que diminuem a resistência do mesmo, se torna ativo o que, conseqüentemente, ocasiona a herpes.

O herpes é causado por dois tipos de vírus, o tipo I e tipo II, sendo este último de localização principalmente genital e associado, às vezes, ao câncer de colo de útero.

A doença manifesta-se com ardor ou coceira local que, freqüentemente, antecede o aparecimento de bolhas pequenas agrupadas como um bouquet. Pode ocorrer em qualquer área do corpo, mas é mais comum próximo à mucosa oral ou genital.

As situações debilitantes que podem fazer o herpes agudizar são principalmente: stress, sol, distúrbios gastrointestinais, menstrual, infecções em geral, gripe, todas doenças que diminuem a defesa orgânica, inclusive a AIDS.

Como afeta grande parte da população, procura-se ardentemente a cura para o herpes. Dizem que o primeiro laboratório farmacêutico que lançar a vacina realmente eficaz, terá o valor de suas ações tremendamente valorizado. Suspeita-se que esta vacina já esteja próxima, mas com o receio da espionagem farmacêutica pouco se fala sobre isso.

O tratamento atual consiste em uso de antivirais orais como o aciclovir, valciclovir e fanciclovir. Eles oferecem excelentes resultados nas crises agudas. Quando o paciente está com muitas crises seguidas, usamos preventivamente em doses mais baixas e por tempo prolongado. É também válido seu uso preventivo em situações de muita emoção, como por exemplo, quando o paciente vai casar, vai ficar tenso, ele provavelmente vai ativar o seu herpes.

Evita-se o uso de antivirais tópicos, pois podem induzir a resistência do vírus ao medicamento oral.

Ainda não existe vacina eficaz para o tratamento do herpes. Acredita-se que as melhoras relatadas com o seu uso são por auto sugestionamento.

Sempre lembrar que a grávida que tem herpes genital não pode fazer parto normal, deve ser feita cesariana, pois existe o risco de contaminação do bebê no canal do parto. No recém-nato, o herpes pode levar a patologias de risco de vida, como a encefalite herpética.

Uma mensagem final é que a população não deve ficar alarmada com a doença, que já tem um controle excelente. O importante é evitar o contato íntimo quando ainda existem bolhas (as lesões são contagiosas nesta fase), evitar as situações precipitantes do herpes e a certeza de que, em breve, teremos uma cura para esta doença que acomete praticamente todos nós.


Cristina Mansur
é dermatologista, professora e chefe
da disciplina de Cosmiatria do Serviço
de Pós-Graduaçao em Dermatologia da UFJF.
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