Carboxiterapia Técnica usa gás carbônico para diminuir celulite, flacidez e cicatrizes, além de possuir atuação terapêutica, como no tratamento de psoríase

Sílvia Zoche
Repórter
12/09/06

Clique no ícone ao lado e assista ao vídeo em que o cirurgião cardiovascular Anderson Nascimento fala sobre a técnica de carboxiterapia


Quando a gente pensa que as novidades em estética acabaram, aparecem novas possibilidades para atenuar "problemas" de estética que afligem as mulheres. Dessa vez, estamos falando da carboxiterapia, tratamento que injeta gás carbônico (CO2) por administração subcutânea - hipodérmica - da ou do paciente, para diminiur celulite, gordura localizada, flacidez, cicatrizes queloideandas e estrias.

Parece estranho falar em injeção de gás carbônico, não é mesmo? Mas a presença deste gás em áreas flácidas e também de maior acúmulo de gordura - como culote e abdômen, nas mulheres - melhora a vascularização do local, já que o fluxo de sangue na região aumenta; melhora a elasticidade da pele, porque as fibras de colágeno são muito produzidas - por isso pessoas que desejam somente acabar com a flacidez, por terem emagrecido muito, também podem se submeter a técnica -; e quebra células de gordura. A conseqüência é a diminuição no tamanho das medidas e uma pele mais resistente.

Há pacientes que se submetem a técnica antes e depois de fazer uma lipoaspiração, como um tratamento complementar.

As sessões
O aparelho usado, autorizado pela Anvisa, injeta 120ml de CO2 por região tratada. O cirurgião cardiovascular que faz a aplicação, Anderson Nascimento (foto ao lado), diz que é uma técnica isenta de risco e de fácil aplicação - afinal, o gás é introduzido por uma pequena agulha de insulina. "Ao sair da sala caminhando até a porta da clínica, a paciente já eliminou o gás carbônico injetado. Mas o efeito dele no organismo dura 40 horas", explica. Por isso, não há necessidade de se fazer sessões todos os dias, dando um intervalo de 40 horas entre uma aplicação e outra.

Cada sessão dura, em média, 45 minutos. O mínimo de sessões para que a paciente comece a sentir o resultado são dez. Mas o que o cirurgião destaca é a necessidade de um tratamento multidisciplinar para que o resultado apareça de forma satisfatória. "Fazemos a carboxiterapia aliada a dieta da nutróloga Carla Valéria, aqui na clínica e também é necessária a drenagem linfática". Uma atividade física regular também é recomendada.

Pense bem. O que adianta eliminar as gorduras pela carboxiterapia, se a forma de se alimentar continua errada? Já a drenagem linfática auxilia o organismo na eliminação das células de gorduras quebradas pela técnica.

Antes     e     depois

"A medida que as sessões se repetem, o organismo se prepara para manter o aporte de oxigêncio, resultando no que chamamos que cura temporal, após o período de sessões, por dez meses". E por que por dez meses? Porque depois deste período, o organismo volta a produzir gordura nos locais. "Mas se a paciente continuar com a reeducação alimentar e mantiver uma atividade física, é possível manter o corpo que adquiriu durante as sessões", diz Nascimento.

Segundo o médico, não existem contra-indicações. "Só não fazemos em grávidas e lactentes, porque não é o momento para isso". Também não há uma idade pré-determinada. "Crianças podem fazer a carboxiterapia terapêutica e a partir de 14 anos, jovens e adultos também podem fazer a estética", afirma. No tratamento de estrias e cicatrizes, há possibilidade de aparecimento de hematomas. Neste caso, enquanto estiverem roxos, a paciente não pode tomar sol. Também não há problemas em usar piercing, brincos e anéis durante a técnica. "É um tratamento fisiológico".

Antes     e     depois

Qualquer parte do corpo pode receber o CO2, mas a que possuem melhor resposta são o abdômen, glúteo, culote, papada e olheiras. "A papada é que obtém o resultado mais rápido. Já na terceira sessão é visível", diz.

Terapêutica
Antes da estética, surgiu a carboxiterapia terapêutica, em meados da década de 1930 na França, através de banhos carbonados e não por injeções de CO2 como acontecem há alguns anos. O objetivo é amenizar problemas de saúde, como a psoríase, úlcera diabética, alguns tipos de varizes, úlcera de pressão, escara de decúbito e úlcera varicosa. "Temos um paciente que antes de vir à clínica, iria amputar o pé". Com a carboxiterapia, o problema regrediu e a amputação não foi necessária.

O médico frisa que a carboxiterapia, tanto a estética quanto a terapêutica, possuem preços acessíveis e quanto mais sessões a pessoa fizer, menor o preço.

Um pacote de beleza
Quem quiser, pode complementar o tratamento de carboxiterapia, dieta e drenagem linfática. "Montamos um pacote multidisciplinar completo". Para levantar ainda mais a auto-estima da paciente - que vai precisar fazer um investistimento a mais -, há sessões de mesoterapia, ultrassom, eliminação de alguns tipos de varizes com tratamentos diferenciados, peeling, atividade física monitorada com personal trainer, clareamento dentário a laser e acompanhamento psicológico específico. "Se a paciente não quiser algum dos tratamentos é só retirar. Fica a critério da pessoa", afirma Nascimento.

O médico explica que a carboxiterapia aliada, pelo menos, a dieta, drenagem linfática e exercícios físicos durante algumas semanas é suficiente também para que reeeucar os hábitos das pessoas. Já com a lipoaspiração, a pessoa que não seguia uma dieta antes, pode adquirir o corpo que possuía antes da cirurgia.

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