Namoro à distância
Entre um telefonema e outro

Flávia Machado
28/02/02

Sabe aquela pessoa que você acabou de conhecer e tem tudo a ver contigo? Você nem sabe no que vai dar, mas já começa a pensar em como seria um relacionamento mais sério. O único problema é que seu príncipe encantado mora em outra cidade. O que fazer? Será que dá certo? Será que eu vou aguentar? Ou será que o amor não conhece distâncias?

Bom, está certo que ninguém tem bola de cristal em casa e o negócio é pagar para ver. Se o príncipe desencantou é porque não era para ser. Certo? Nem sempre. A jornalista, Marina dos Santos, acha que boa parte da culpa por seu namoro ter acabado é da distância. Para ela, um relacionamento, de pouco mais de um ano, poderia ter continuado se eles morassem na mesma cidade e se encontrassem mais.

Na época, ela morava em Juiz de Fora e o Ricardo, em Belo Horizonte. O combinado era de se encontrarem pelo menos duas vezes por mês e o pacto foi cumprido até que um deles resolveu viajar sem o outro. “A gente se dava muito bem e sempre viajávamos juntos. Num belo dia, não pude ir com ele para um Congresso em Belém, mas também não impliquei. Só que depois disso nada mais voltou a ser como antes. E ficou cada um no seu canto”, lamenta Marina. O motivo do término foi a tal da viagem, mas ela acredita que a distância fez com que eles não reatassem.

Da experiência, ela acha que o lado bom de ver o namorado de vez em quando é não enjoar e poder sair sozinha, além de aproveitar melhor os poucos dias que estão juntos. "Por outro lado, tem que enfrentar ônibus, rodoviárias e constantes viagens", reclama.

Por outro lado ...

Já a gerente de marketing, Fabiana Neves, e o arquiteto, Klaus Chaves, conseguiram conciliar distância com namoro. Atualmente casados, eles tiveram um relacionamento longo e cheio de mudanças, no caso, dela. No começo, ambos moravam em Juiz de Fora. Até aí, tudo ótimo. Depois de formada, ela morou em Valença, Resende e Campinas, e teve que administrar a vida a dois. “A gente se encontrava cada fim de semana numa cidade, pois os pais dele moravam em Três Rios, eu tenho minha família em Valença, ele morava aqui e eu em Resende. Mas sempre arrumávamos um jeitinho de nos ver”, confessa.

De bom mesmo do namoro à distância, a Fabiana não acha quase nada. A não ser o fato de dar mais valor para os momentos em que estão juntos. "Também não acho graça em sair sozinha. O legal é curtir um programa com quem você gosta", declara. Para ela, ficar longe era um sacrilégio. "Começando pela conta telefônica - sempre alta, passando pelo vai-e-vem de ônibus, a ditância era mesmo o pior!"

E onde fica o ciúmes nesta estória toda? Uns acham que tem que marcar em cima, outros não. Neste ponto, Fabiana e Marina concordam. Para um namoro à distância dar certo, vale a confiança. De consenso mesmo, só o fato de que namorar é sempre delicioso!

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