Paquera mal-sucedida
Histórias de quem recebeu ou deu cantadas desastrosas

Ana Letícia Sales
25/11/02

Uma das formas mais comuns de começar a paquera pode ser através de uma simples cantada. Ela pode, literalmente, encantar o homenageado, mas também pode acabar virando motivo de riso, de acordo com a forma como é feita ou o momento.

Algumas são tão desastrosas e de mal gosto que parece até estória. Conheça exemplos de quem já "ganhou" ou deu cantadas tão inoportunas que acabam virando piada.

A gata e o rato

A empresária Mirian Ferreira conta que várias amigas já ouviram a mesma cantada de um garoto numa festa. "Eu mesma não cheguei a ouvir. Foram amigas minhas que contaram", diz.

Mirian conta que o tal sujeito chega perto da menina, alvo da sua conquista e solta:
- Você come rato?
E a moça, surpresa, responde até com certo asco:
- Não! Por quê?
E ele, com uma sublime inteligência, retruca:
- Porque você é uma GATA!

O picolé que derreteu a paquera

Roberto de Castro, jornalista, conta que já deu uma cantada desastrosa, mas com jogo de cintura conseguiu dar um tom de comédia no final.

"Certa vez uma garota passou na minha frente chupando um picolé e eu todo prosa disse:
- Posso dar uma lambida?
E ela decidida, disse secamente:
- NÃO!
Eu, para não perder o rebolado, só encontrei uma saída, concluindo com outra pergunta:
- E no PICOLÉ, pode?..."

O anjo caído

Rejane Monteiro, estudante, conta que estava na praia de Marataízes, no Espírto Santo. "A praia estava lotada e havia um garoto que não parava de me olhar. Foi quando ele chegou perto de mim e perguntou:
- Nossa, meu amor, machucou?
E eu intrigada, retruquei:
- Machuquei? Como assim?
- Bem, da altura que você caiu poderia ter se machucado meu ANJO! Se precisar de ajuda é só me chamar, tá?

Eu olhei para ele de boca aberta e não tive reação, diante de tanta falta de criatividade", diz Rejane.

Investimento antecipado

Maria Lúcia Perotti, funcionária da Prefeitura, conta que estava em uma boate badalada e um rapaz se aproximou. "Eu estava na pista de dança quando o cara virou para mim e perguntou:
- Você, por acaso, é filha de fulano?
Eu respondi rapidamente:
- Sou sim, por quê?
E ele continuou:
- Nossa, se eu soubesse que você seria isso tudo quando crescesse, teria investido desde cedo...

Essa foi péssima e só faltou a musiquinha de fundo: 'Baba baby, baby baba...", conta Maria Lúcia.

Na saída da loja

Clarice Boechat não quis deixar por menos uma cantada. "Estava saindo de uma loja e um senhor de idade me parou e falou:
- Nossa, mas que beleza, heim?
E eu para dar uma resposta nele dei uma de Pernalonga e perguntei:
- Hiii, o que é que há velhinho?

Com certeza ele deve ter ficado sem graça e vai pensar duas vezes antes de ficar parando mulheres na rua para dar cantadas idiotas", finaliza.

Em frente a obra

A assessora Raquel Chrispim conta que o pior é ouvir aquelas cantadas dos pedreiros toda a vez que uma mulher passa em frente a uma obra.

"Eles tem uma criatividade enorme. A gente fica com raiva quando eles mexem, mas se passamos e eles não dizem nada, ficamos encucadas", ri Raquel. "Me lembro de uma vez que passei perto de uma construção e um pedreiro virou para mim e falou:
- Aposto que se eu tivesse dinheiro você ria para mim, não é?

Acho até que funcionou porque eu acabei rindo da cantada", conta.

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