Quarta-feira, 8 de agosto de 2018, atualizada às 8h

Casa da Mulher em Juiz de Fora contabiliza quase 13 mil atendimentos

Da redação

A casa da Mulher em Juiz de Fora, contabiliza desde a sua fundação, em 2013, quase 13 mil atendimentos de violência doméstica.

Os dados foram divulgados nessa terça-feira, 7 de agosto, em que se comemora os 12 anos da Lei Maria da Penha. “A lei representa um marco no combate à violência doméstica. A partir dela, aumentou o rigor na penalização, trazendo mais coragem às mulheres vítimas, principalmente, pois o agressor, agora, pode ser preso, de fato, em função da agressão”, explicou a coordenadora da Casa da Mulher, Maria Luiza Moraes.

O centro de referência em Juiz de Fora, inaugurado em maio de 2013, oferece serviços e proteção às mulheres, com maior rigor na punição a cinco tipos de violência nos âmbitos doméstico e familiar: física, sexual, patrimonial, moral e psicológica, além de contar com profissionais para atendimento psicológico, social e orientação jurídica. “Isso representa importância muito grande, pois percebemos que, se não existisse a Casa da Mulher, muitas destas vítimas continuariam sem esta referência”, acrescentou a coordenadora. A “Casa” oferece também outros serviços para a população, como a Justiça Restaurativa e a Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica (Revid), que promove reuniões mensais e palestras, além da cerimônia anual do “Casamento Social”.

“Temos sido convidados a irmos em cidades vizinhas, como São João Nepomuceno e Oliveira Fortes, por exemplo, para apresentar o modelo do centro de referência de Juiz de Fora, além de representantes de cidades, como Muriaé, já terem vindo conhecer a experiência. A Casa da Mulher, hoje, é a garantia do acolhimento e encaminhamento dos seus problemas”, afirmou Maria Luiza. O espaço conta com alianças estratégicas das polícias Civil e Militar, Poder Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de instituições de ensino superior, como Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Instituto Vianna Júnior, Faculdade Metodista Granbery, Centro Universitário Estácio de Sá e universidades Salgado de Oliveira (Universo) e Presidente Antônio Carlos (Unipac).

Porta da cidadania

Lançado em junho, o projeto tem o objetivo de capacitar e qualificar profissionalmente mulheres vítimas de violência, através de cursos, abordando desde informações básicas sobre o ingresso no mercado de trabalho às habilidades específicas e de gestão.

A Casa da Mulher funciona na Rua Uruguaiana, 94, no Bairro Jardim Glória. O telefone de atendimento é o 3690-7292.


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