Mulher vive o desafio de conciliar profissão e família No Dia Internacional das Mulheres, um dos principais questionamentos é em relação aos desafios delas nestes novos tempos

Da Redação
07/03/2009

A atuação da mulher na sociedade atual é cada vez mais forte. Nos últimos anos, percebe-se um acelerado crescimento da participação delas no mercado de trabalho e na política. No entanto, é preciso avançar mais. Neste domingo, dia 8 de março, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres, e um dos principais questionamentos que se faz é sobre os desafios delas nestes novos tempos.

A diretora de mulheres da União Nacional Estudantil, Ana Cristina Pimentel, afirma que apesar das conquistas históricas, ainda existem barreiras, que impedem a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Segundo ela, no campo profissional, as mulheres atingem posições de destaque, mas há desigualdade salarial entre homem e mulher num mesmo cargo.

Conforme o professor de geopolítica, Danilo Marcos Teixeira, as mulheres correspondem a mais de 30% da mão de obra em Juiz de Fora. "Como a prestação de serviços é um setor forte na cidade, elas conseguiram ocupar vários postos. Muitos empresários consideram o trabalho feminino mais cuidadoso e, por isso, preferem contratá-las." Para Teixeira, as mulheres conquistaram áreas que antes eram restritas ao profissional do sexo masculino e, agora, precisam lutar pela sua valorização.

Na política, pesquisas mostram que a participação de mulheres na vida política no Brasil ainda é pequena. Segundo a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), da Presidência da República, o País ocupa o 142º lugar em relação à presença de mulheres nos parlamentos, num ranking de 188 nações. "Somos mais de 50% do eleitorado do Brasil e só 9% dos parlamentares são do sexo feminino", comenta a diretora de mulher.

Desafios

Para Ana Carolina, o desafio da mulher contemporânea é socializar o trabalho doméstico, além de alcançar a autonomia econômica. "A responsabilidade pela casa e filhos ainda é concentrada na mulher. Ela tem vida profissional e pessoal, uma jornada dupla. Conciliar as duas é muito difícil."

A chefe do departamento de comunicação de uma empresa que atua no mercado de transporte ferroviário, Carmen Maron, concorda que conciliar trabalho e família é uma tarefa complicada. "A minha profissão exige muita dedicação. Tenho sorte de ter um marido que atua na mesma área, pois ele compreende os problemas."

A gerente de atendimento de uma corporação de telecomunicação, Lúcia Moraes, afirma que prioriza o lado profissional. Ela busca se estabilizar financeiramente para depois pensar em família. "Este é perfil das mulheres com quem convivo. Queremos primeiro fazer faculdade e arrumar emprego."

A dentista Fernanda Andrade se desdobra para dar conta de todos os compromissos. "Atendo no meu consultório, faço pós-graduação, estudo para cursinho e ainda tenho que cuidar da casa e do marido. O lado profissional e o pessoal se completam, por isso, tento conciliar os dois."

Origem da data

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque, nos Estados Unidos, fizeram uma greve para reivindicar melhores condições de trabalho. Porém, a manifestação foi reprimida com violência e 130 mulheres foram trancadas e incendiadas dentro das instalações.

Em 1910, em uma conferência na Dinamarca, decidiu-se que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem àquelas que morreram na luta por seus direitos. A data foi oficializada anos mais tarde, em 1975, pela Organização das Nações Unidas.

Fonte: Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Juiz de Fora

Os textos são revisado por Madalena Fernandes

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