Roberto Monti Roberto Monti 6/4/2009

O que fazer com a chegada do marketing móvel
Sua empresa está preparada?

foto de vários gráficos Em agosto de 1997, em artigo publicado na Revista da ESPM® abordando o tema "A Tecnologia Impulsionando o Marketing", descrevemos as grandes mudanças que estavam ocorrendo no mundo e que, de forma irreversível, iriam alterar o quadro até então existente. É evidente que um número cada vez maior de pessoas utilizam e organizam a sua vida com o telefone celular, os PDAs e outros aparelhos de mão ainda não popularizados em nosso mercado. Existem atualmente 4,1 bilhões de assinantes de telefonia móvel no mundo, sendo que o Brasil está em quinto lugar no ranking dos países que mais utilizam o serviço, com uma base de 152 milhões de assinantes.

As informações, que são para lá de promissoras, foram divulgadas por Michael Becker, vp executivo da iLoop Mobile (uma das agências responsáveis pelas ações de mobile marketing na campanha eleitoral de Barack Obama, presidente dos EUA), durante workshop apresentado no Mobile Marketing Forum São Paulo, evento encerrado na últimas semana de março naquela cidade. "Temos 73% da população mundial equipada por aparelhos móveis", afirma Becker. Já nos EUA, o executivo diz que 86% dos americanos possuem a tecnologia mobile, e que 56% utilizam o serviço de mensagens de texto.

"No Brasil, é preciso compreender o que são os aplicativos destinados aos mercados de massa (SMS) e aos de nicho (bluetooth, mobile web e vídeos). Em relação ao bluetooth, por exemplo, muitas pessoas ainda não sabem como reagir à tecnologia. O mercado precisa entender essa questão e começar a educar os consumidores", enfatizou Becker com base em reportagem divulgada na imprensa especializada.

Hoje, apesar de ainda incipiente, o mobile marketing já movimentou US$ 2,7 bilhões em 2008 e a previsão para 2011 é de US$ 12,8 bilhões. Embora seja visto como mercado promissor para anunciantes que apostam na inovação e interatividade em tempo real, o mobile marketing tem um longo caminho a trilhar até se tornar maduro. A começar pelo próprio sistema de comercializar o formato. As agências não estão preparadas para oferecer de forma adequada e estratégica todas as ferramentas que englobam a tão sonhada mobilidade. Já que as pessoas estão conectadas o tempo todo, o marketing móvel oferece uma estratégia de ser executada para uma localização específica de consumidores aliada a uma alta interatividade, ao contrário da televisão que oferece uma interatividade baixa, igualmente a do rádio e da mídia impressa.

O marketing móvel poderá contribuir para a consolidação da marca estimulando à consciência do top-of-mind e formação de atitude, maior envolvimento cliente-marca e influenciar diretamente ao consumidor nas ações de compra. O aumento da interação é feita pela repetição do processo de download de conteúdos e jogos. O estímulo à resposta do consumidor está mudando graças a este novo canal que teve início com a internet. Agora, o consumidor poderá ser acompanhado on-line, ser estimulado e informado das promoções que estão nas lojas encontradas em seu caminho diário, o que já está em uso no Japão.

Um grande problema nesta operação deverá ser obter a aceitação do usuário em receber as mensagens em seu celular, agregando valor à interação marca-cliente sem invadir a sua privacidade. O marketing móvel será um complemento aos outros meios de mídia promocional, o que exigirá novas ações das empresas ao formularem sua estratégia de comunicação com o mercado. Desta maneira as empresas deverão descobrir como as abordagens do marketing móvel poderão auxiliá-las a conquistar os jovens consumidores de hoje, que serão no futuro os consumidores de provavelmente renda maior. No Brasil, muitas empresas desenvolvem com sucesso programas específicos para esta nova forma de interação.

E Você, Empresário/Executivo, está preparado para esta revolução na comunicação com seu Cliente?


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o consultor Roberto Monti.

Roberto Monti é consultor de Marketing.
Co-autor do livro (IN)Fidelidade , Uma Questão de Qualidade
Clientes Sonham, Empresas Concretizam.
Editora Virgo - São Paulo, 09/2000


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