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    Quarta-feira, 16 de setembro de 2009, atualizada às 15h33

    Saldo de empregos formais no acumulado de 2009 é cinco vezes menor que geração no mesmo período do ano passado

    Clecius Campos
    Repórter

    O Estudo de Evolução do Emprego, realizado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho (MTE) aponta que Juiz de Fora tem saldo positivo de 936 empregos, no acumulado do ano. Entretanto, esse número é quase cinco vezes mais baixo que o registrado nos oito primeiros meses de 2008, quando a cidade contava com saldo de 4.366 novas vagas preenchidas.

    Segundo o chefe do setor de relações do trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego, José Tadeu de Medeiros Lima, a discrepância está relacionada à crise econômica mundial, que teve auge no final do ano anterior e início de 2009. "Este foi um período atípico em todo o mundo. No entanto, os números de agosto mostram que a cidade dá sinais de reação e aquecimento em alguns setores."

    Para Lima, os serviços são os principais responsáveis pelo saldo positivo no acumulado do ano, pois apresentam 1.154 novos postos. "Os que mais empregam são as conservadoras de limpeza, a medicina especializada e clínicas de diagnósticos e as escolas e faculdades particulares."

    Agosto foi o mês mais positivo de 2009 para geração de empregos formais em Juiz de Fora. Mais 758 carteiras de trabalho foram assinadas no último mês, representando um recorde em relação aos meses anteriores. Os setores que mostraram melhor desempenho foram o da indústria da transformação (238), o de serviços (221) e o comércio (211). Os índices mais baixos ficaram por conta da extrativa mineral (2), serviços e indústrias de utilidade pública (-1) e administração pública (-1).

    Indústria da transformação também reage

    De acordo com o consultor econômico do Centro Industrial de Juiz de Fora, Antônio Flávio Luca do Nascimento, a curva da produção industrial é ascendente a partir do segundo semestre, devido ao aumento da demanda de setores paralelos, como comércio e serviços, a fim de suprir estoques para as festas de fim de ano.

    "Embora o consumo mais denso ocorra nos meses de novembro e dezembro, a solicitação junto ao setor produtivo precisa ser adiantada e as máquinas já começam a funcionar de forma mais acelerada em agosto." Ele lembra ainda que a curva do primeiro semestre mostra sempre expectativa e ajustamento, com oscilações consideráveis de um mês para outro. "No final dos seis primeiros meses, os setores conseguem fazer uma análise do comportamento do mercado e a partir daí podem pensar em progredir."

    Ele explica que essa movimentação influencia a geração de empregos. "Por isso é no segundo semestre que são iniciadas as contratações temporárias. A oportunidade é ideal para quem pretende manter o emprego após janeiro. A previsão é de que 50% dos cargos sejam mantidos após o final das festas." Nascimento alerta que, para ocorrer a efetivação, o funcionário deve demonstrar iniciativa, criatividade, curiosidade e conhecimento. "É importante a pessoa definir o ramo em que prefere trabalhar e já se capacitar."

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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