Terça-feira, 9 de março de 2010, atualizada às 14h39

Aumento médio de 4,6% vai atingir preços de 20 mil medicamentos

Clecius Campos
Repórter

Cerca de 20 mil medicamentos comercializados no Brasil poderão ter reajuste médio de 4,6% a partir de 31 de março. O aumento foi autorizando pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), que levou em conta o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o fator de produtividade dos remédios.

Os aumentos foram divididos em três níveis de competição nos mercados, a partir do grau de participação dos genéricos nas vendas (veja tabela abaixo). Cada uma das faixas foi reajustada de forma diferenciada. Sobre os medicamentos da faixa 1, foi autorizado o reajuste de 4,83%, os da faixa 2 podem ser alterados em até 4,64% e os da faixa 3, em 4,45%.

Entre os medicamentos mais utilizados que poderão ter aumento está o omeprazol (pertencente à faixa 1). Com o reajuste, o remédio que custa em média R$ 12 (cada caixa com 28 comprimidos) poderá passar a valer R$ 12,58*. Já o atenolol (25 mg), medicamento de uso contínuo, indicado para o controle da pressão arterial, pode subir de R$ 6,50* para R$ 6,80*. O cetoconazol em xampu, o antifúngico dermatológico mais vendido, pode passar de R$ 17* para R$ 17,78*.

A dimeticona, que funciona no tratamento da retenção de gases, pode ter aumento de R$ 4,50* para R$ 4,70*. Já o butilbrometo de escopolamina associado à dipirona sódica (Buscopan) pode subir de R$ 3,50* para R$ 3,66*. Para o atendente de uma drogaria no Centro de Juiz de Fora, Sebastião César Machado, é possível que o aumento não chegue ao consumidor. "Existe a possibilidade de aumentar o valor do desconto para pagamento à vista, para que o reajuste não interfira no preço final da mercadoria", acredita.

Já o gerente de outra farmácia, Cleidston Mayrink, crê que o repasse para o consumidor deve acontecer. "O revendedor compra do produtor com aumento e fica sem muita possibilidade. O reajuste já é esperado anualmente, de forma que não vai causar surpresa. É possível que a nova tabela de preços comece a funcionar a partir de 10 de abril."

Somente os medicamentos fitoterápicos, os homeopáticos e os de que trata a Resolução CMED nº. 5, de 2003 e a Resolução CMED nº. 3, de 2004, não são submetidos ao modelo de teto de preços do ajuste. O próximo ajuste deve ocorrer em março de 2011. Os laboratórios que não cumprirem a determinação e propuserem aumento superior aos estabelecidos são sujeitos ao pagamento de multa que pode variar de R$ 212 a R$ 3,2 milhões.

Faixas Participação no mercado, em faturamento Reajuste
Faixa I 32,8% 4,83%
Faixa II 13,7% 4,64%
Faixa III 53,5% 4,45%

* Os preços foram informados em março de 2010
Os textos são revisados por Madalena Fernandes

Enquete
O índice de reajuste dos remédios afeta o bolso?
    Sim, sempre afeta
    Sim, principalmente em remédios de uso contínuo
    Não, o aumento é irrisório


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