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    Segunda-feira, 17 de janeiro de 2011, atualizada às 18h31

    Número de vagas no Sine em Juiz de Fora sobe 77%, mas atendimento cai pela metade

    Clecius Campos
    Repórter

    Embora o número de vagas ofertadas em dezembro de 2010 na agência do Sistema Nacional de Empregos (Sine) em Juiz de Fora tenha aumentado 77% em relação a dezembro de 2009, o número de atendimentos oferecidos caiu pela metade se comparados os mesmos meses. Enquanto foram ofertadas 190 novas vagas de empregos em dezembro de 2009, no mesmo mês de 2010, foram abertas 230. Mesmo com mais demanda, em dezembro de 2009, foram feitos 2.464 atendimentos no local, enquanto em dezembro de 2010, foram 1.293.

    De acordo com a gerente do Sine, Maria Elizabeth Garcia, a queda no número de atendimentos é decorrente do menor número de trabalhadores em serviço no último mês de 2010. "Em 2009, tínhamos onze pessoas trabalhando na captação, enquanto em dezembro, chegamos a ter apenas duas." Segundo Elizabeth, férias, licenças e afastamentos por problemas de saúde ocasionaram a defasagem de pessoal no setor.

    A falta de pessoal para atender àqueles que buscam por empregos causou ainda a queda no número de novos inscritos no Sine. Em dezembro de 2009, 945 pessoas entraram para o banco de dados do serviço em Juiz de Fora. Já em dezembro de 2010, foram 367: queda de 61%. As colocações no mercado de trabalho também foram prejudicadas. Há dois anos, 137 pessoas conseguiram emprego por meio do Sine em dezembro. No mês passado, foram 73.

    Elizabeth considera que o número de funcionários no Sine de Juiz de Fora poderia aumentar, já que existe uma demanda pelo serviço na cidade. "A meta é acabar com a fila, que começa a se formar na madrugada anterior ao início do atendimento. Distribuímos 80 senhas e não podemos dar mais, porque o número de funcionários empenhados não permite. Hoje temos 12 servidores, mas apenas oito trabalhando: quatro pela manhã e quatro à tarde. Se pudéssemos ter um atendente em cada guichê, nos dois períodos, já ajudaria." Para isso, o Sine precisaria de 14 servidores, sendo sete para a manhã e sete para a tarde.

    Atualmente, Sine tem 365 vagas

    A necessidade faz-se ainda maior, uma vez que, a partir do mês de janeiro, a procura por empregos via Sine é historicamente aumentada. Atualmente, há 365 vagas oferecidas no serviço. "O aumento é significativo por conta da construção civil, que é forte na região. O setor de serviços, principalmente para preencher vagas ligadas à administração, como auxiliares administrativos e secretários de consultórios médicos e dentários, também costumam movimentar mais ainda o Sine."

    Segundo Elizabeth, mesmo diante das dificuldades, a colocação profissional tem se mostrado mais eficiente. "Há casos em que os candidatos conseguem ser efetivados no mesmo dia em que se candidatam às vagas. Creio que a razão é o atendimento mais direcionado, com critérios que ajudam as pessoas a estarem adequadas às vagas disponíveis. É importante que o Sine seja um ponto de referência para a busca gratuita de trabalho e com o direcionamento ideal. Com isso, inclusive a possibilidade de atender mais pessoas vai aumentar."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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