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    André Salles André Salles 14/11/2013

    Objetividade do pensamento

    pensamentoA verdadeira prática do pensamento que defendemos, sem afetar os níveis físico, psicológico e mental das pessoas e sem disfarçar o ideal da organização, nasce da objetividade do pensamento, de como ele deve ser estruturado antes das primeiras ações. Trata-se apenas de uma ampliação da maneira de pensar, a qual não exclui as demais. Qualquer Líder sabe o quanto este processo não é fácil, pois mudar as organizações só é possível quando mudam os indivíduos e os grupos que as compõem. Sabemos que nem tudo se resume ao pensamento. Neste contexto, estamos incluindo, além do "correto pensar", a devida atenção aos processos do "sentir" e do "fazer" (agir), pois de nada adianta somente lindos discursos - "representações do pensamento" - sobre o que fazer: é preciso dar atenção, também, à dimensão física e psicológica conforme
    afirmei anteriormente.

    O querer, a paciência, a busca e o esforço para alcançar outra maneira de pensar são imprescindíveis dentro deste processo, uma vez que a maneira a qual fomos educados não nos permite muita flexibilidade nos pensamentos,pensamento pois estamos o tempo todo automatizando nossos pensamentos. Mais precisamente, afirmou Rudolf Steiner sobre este costume: "nossos pensamentos não são pensamentos - é um simples jogo automático de julgamentos rotineiros e hábitos mentais". Assim, quem ampliou seus pensamentos não é considerada uma pessoa "prática", pelo singelo motivo de que seus pensamentos não coincidem com as opiniões estabelecidas. É neste sentido que afirmei a necessidade de um tipo de pensamento que difere das "opiniões anteriormente estabelecidas" para ajudar nas mudanças. É neste sentido que afirmei, também, que os pensamentos estão "nas coisas" e falei da dificuldade de apreender o que significa isto. Não pelo fato de ser difícil, mas pelo fato de nossos pensamentos ainda transitarem no âmbito das "opiniões anteriormente estabelecidas". Necessita-se assim, de um "salto qualitativo" (coragem) para se pensar livre destas opiniões pré-estabelecidas.

    Os pensamentos estão "nas coisas". Como? Está no computador porque foi pensado pelo seu criador ou pensamentoidealizador; nas mesas porque foram projetadas com um objetivo que muito bem deverá servir a este ou aquele trabalhador em especial; nas máquinas pelos pensamentos anteriormente exercitados na construção pelos seus inventores. Perceberam aquilo que comumente nós não pensamos e que deverá fazer parte da estrutura do pensamento? Perceberam como os pensamentos transitam "nas coisas"? Se sim com certeza conseguiram "pressupor e encarar a atividade mental com critério e sentimentos adequados", ou seja, foi possível, neste momento, perceber porque às vezes nos sentimos "desorientados diante das mudanças".

    Sentimo-nos à deriva porque ainda não conseguimos ter uma visão ampliada do ambiente organizacional que estamos inseridos - vagamos de um problema a outro e muitas vezes não conseguimos saná-los – não conseguimos perceber os pensamentos em sua totalidade. Precisamos ponderar com acerto: um pensamento acionado no ambiente de trabalho tem consequências psicológicas e reversivas que podem ajudar ou piorar o contexto, conforme o pensamento veiculado pelo elemento psicológico.


    André Salles é Bacharel em Psicologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora; Pós-Graduado Latu-Sensu em Psicologia Fenomenológico-Existencial pela PUC-MG; Mestrado em área de Concentração Filosófica pela UFJF; Formação em Docência pelo DETRAN-MG - atuou como Professor e pesquisador em Psicologia Aplicada em Centros de Treinamentos de Condutores na cidade de Juiz de Fora; Foi Educador em disciplinas de Psicologia e Filosofia na Faculdade Sudeste de Minas – FACSUM; Conselheiro Administrativo em Psicologia do Trabalho junto ao Instituto Joaquim Soares de Oliveira, na cidade de Santos Dumont - MG; Detentor de Cargo Público do Governo Federal, onde atua em serviços Técnicos na área Operacional de Gestão de Pessoas, desde o ano de 2001; Psicólogo do Trabalho e Psicólogo Clínico vinculado à Associação Brasileira de Psicólogos Antroposóficos; Curso em Formação Antroposófica e Educação Waldorf – Foundation Courses and Waldorf Certificate Program - pelo Sophia Institute – US. Saiba mais clicando aqui.

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