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    Quarta-feira, 27 de outubro de 2010, atualizada às 16h19

    Liraa cai para 1,04%, mas medidas de combate à dengue são mantidas

    Clecius Campos
    Repórter
    Foto de Ivander Mattos

    O resultado do Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (Liraa) de outubro de 2010 apontou que o Índice de Infestação Predial (IIP) do vetor da dengue em Juiz de Fora é de 1,04. O número representa queda em relação ao último Liraa, divulgado em janeiro, quando o índice ficou em 4,97 e também é menor que o divulgado em outubro de 2009, que foi de 1,75. Com número próximo de 1, Juiz de Fora está enquadrado em situação de baixo risco, conforme escala preconizada pelo Ministério da Saúde.

    De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Ivander Mattos Vieira, apesar do resultado satisfatório, serão mantidas as medidas de combate à dengue apresentadas há 12 dias pelo prefeito Custódio Mattos. "A intenção é manter o esforço para que cheguemos a um Liraa abaixo de 2,5 em janeiro. É uma meta bem ambiciosa, mas vamos persegui-la." Segundo Vieira, 437 agentes comunitários de saúde aderiram ao chamamento para reforçar o combate à dengue, ao lado dos 152 agentes de endemias dedicados. Os servidores representam 90% do efetivo e já passam por capacitação. "Estamos na oitava turma em treinamento. Esperamos concluir essa etapa no dia 5 de novembro."

    A intenção é que o trabalho de combate à dengue em campo seja mais intenso entre novembro e janeiro, momento, segundo Vieira, ideal para a prevenção. "Em novembro, vamos começar o recolhimento do que chamamos de lixo da dengue, os reservatórios que podem ser pontos de proliferação do mosquito. A partir de janeiro, o trabalho é de limitação do dano. O pico da manifestação da doença é entre março e maio."

    Altas na regiões Noroeste, Sul e Leste

    Apesar do Liraa total apresentar queda, quatro estratos mostraram crescimento no IIP, em relação aos mês de outubro de 2009. O estrato 2, que compreende bairros da região Noroeste como São Judas Tadeu, Nova Era e Cidade do Sol, tinha em outubro de 2009 quatro focos de dengue e IIP de 0,92. Em 2010, o número de focos subiu para seis e o IIP para 1,11. Acréscimo também nos números de estrato 8 — Santa Cecília, Mundo Novo e Cascatinha, por exemplo —, que teve elevação no IIP de 0,57 (dois focos) em 2009 para 1,82 (seis focos) em 2010. O estrato 13, formado por bairros como São Bernardo, Santa Cândida e Vitorino Braga, subiu o IPP de 1,52 (cinco focos) para 1,68 (nove focos). Outro acréscimo foi registrado no estrato 17, que abrange o Granjas Bethânia, o Bandeirantes e o Santa Terezinha, com IIP pulando de 0,93 (quatro focos) para 1,05 (sete focos).

    Em alguns bairros, a situação da dengue é muito acima do recomendado. No Boa Vista, região Sul de Juiz de Fora, o índice registrado pelo Liraa foi de 14,28. No Bonsucesso, na região Leste, o IIP chegou a 12,5 e no Santa Cecília alcançou 8,69. Segundo Ivander, não há como apontar uma razão para o aumento pontual. Por esse motivo, as ações serão mais focadas conforme o grupo de recipientes com focos positivos. Neste levantamento, foram encontrados 75 focos de dengue em sete grupos de recipientes distintos. No Liraa de outubro de 2009, o número de focos era de 120.

    O levantamento divulgado este ano identificou que apesar de queda em todos os grupos de recipientes com focos positivos, pela primeira vez, os depósitos fixos, como tanques em obras e borracharias, calhas e lajes, apresentaram mais número de focos que os depósitos móveis, dentro das residências (veja tabela abaixo). "Os dados vão orientar para uma ação institucional que alcance esses locais. Uma campanha publicitária está sendo preparada para alertar a população da gravidade da doença."

    Dengue em 2010

    Juiz de Fora tem 9.461 notificações de dengue. Quatro casos são de dengue hemorrágica. Dezessete mortes estão confirmadas.

    Liraas de 2009
     Janeiro 2009Março 2009Outubro 2009
    Número total de bairros amostrados 186 187 187
    Bairros com presença de A. aegypti 83 (44,5%) 81 (43,3%) 60 (32%)
    Bairros sem A. aegypti 103 106 127
    Total de estratos estudados 17 17 17
    Números de estratos positivos (%) 17 (100%) 17 (100%) 16 (94%)
    Número de estratos com IIP ≥ 1% 13 15 11
    Número de estratos com IIP ≤ 1% 4 2 6
    Número de estratos sem A. aegypti 0 0 1
    Número de imóveis programados para visitas 7346 7345 7346
    Número de imóveis visitados 6323 (86%) 5960 (81%) 6157 (84%)
    Número de imóveis positivos para A. aegypti 175 209 108
    Número de criadouros positivos para A. aegypti 216 254 120
    Índice de manifestação máximo registrado (Breteau) 3,42 4,26 1,95
    IIP máximo (Predial) 2,77 3,51 1,75
    Liraas de 2010
     Janeiro 2010Março 2010Outubro 2010
    Número total de bairros amostrados 190 190 194
    Bairros com presença de A. aegypti 119 (62%) 51 (26,85%) 47 (24%)
    Bairros sem A. aegypti 71 139 147
    Total de estratos estudados 17 17 17
    Números de estratos positivos (%) 17 (100%) 16 (94%) 16 (94%)
    Número de estratos com IIP ≥ 1% 17 7 8
    Número de estratos com IIP ≤ 1% 0 10 9
    Número de estratos sem A. aegypti 0 1 1
    Número de imóveis programados para visitas 7346 7346 7347
    Número de imóveis visitados 6157 (83,81%) 6657 (90,62%) 6137 (83,53%)
    Número de imóveis positivos para A. aegypti 306 81 64
    Número de criadouros positivos para A. aegypti 394 98 75
    Índice de manifestação máximo registrado (Breteau) 6,4 1,42 1,22
    IIP máximo (Predial) 4,97 1,22 1,04
    Número de recipientes com focos positivos
     Outubro 2008Outubro 2009Outubro 2010
    A1 3 6 7
    A2 8 12 10
    B 23 37 18
    C 6 27 22
    D1 2 16 8
    D2 4 22 7
    E 1 0 3

    A1 - Caixa de água ligada à rede (depósitos elevados).
    A2 - Depósitos ao nível do solo (barril, tina, tambor, tanque, poço).
    B - Dep. Móveis: vasos/frascos, pratos, pingadeiras, bebedouros, etc.
    C - Depósitos fixos: tanques em obras e borracharias, calhas, lajes, etc.
    D1 - Pneus.
    D2 - Lixo (recip. Plást., garrafas, latas), sucatas em ferro velho.
    E - Depósitos naturais.

    Fonte: Secretaria de Saúde/Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental/PJF

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