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    Amanda Beloti Amanda Beloti 8/07/2015

    Asma: uma doença que afeta 235 milhões de pessoas no mundo

    A asma é uma doença respiratória comum (acomete cerca de 235 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS), causada pela inflamação dos bronquíolos (pequenos canais de ar dos pulmões) que dificulta a passagem do ar e leva às contrações dos canais (broncoespasmos). Estima-se que no Brasil, 10% da população sofra com o problema.

    Quando os bronquíolos inflamam passam a produzir mais muco, o que aumenta a dificuldade respiratória. Na asma, expirar (soltar o ar) é mais difícil do que inspirar (puxar o ar), uma vez que o ar viciado permanece nos pulmões, provocando uma sensação horrível de sufoco.

    Acomete pessoas de qualquer idade, todavia é mais diagnosticada na infância, e é comum manifestar-se em pessoas de uma mesma família.

    Os sintomas mais freqüentes são:

    • Falta de ar ou dificuldade para respirar
    • Tosse seca
    • Chiado
    • Sensação de aperto no peito
    • Gripes e resfriados costumam agravá-los

    Existem vários tipos de asma. As induzidas por alérgenos (fumaças - principalmente de cigarro, mofo, ácaros, pólen, fungos, cheiros de tinta, gases, cheiros de produtos de limpeza ou higiene pessoal, perfumes fortes); as induzidas pela alimentação; as induzidas por exercícios físicos; as ocupacionais (pessoas que trabalham em usinas, marcenarias, com pó de pedreiras ou expostas a produtos químicos); a asma noturna; as induzidas por mudanças bruscas de temperatura; as induzidas por medicações; etc.

    As asmas induzidas por alimentação devem ser levadas a sério. Por isso é importante consultar um alergista para a realização de testes alérgicos. Os alimentos mais comuns associados com sintomas são:

    • Ovos
    • Leite de vaca
    • Amendoins
    • Soja
    • Trigo
    • Peixe
    • Camarão e outros Crustáceos
    • Saladas e frutas frescas

    Alguns aditivos e conservantes acrescentados nos alimentos industrializados também podem desencadear crises.

    Existe também a asma induzida por esforço físico. Com asma induzida por exercício, o estreitamento das vias aéreas tem um pico de 5 a 20 minutos após o exercício começar, o que dificulta a retomada do fôlego. Seu médico pode lhe orientar, dizendo se existe necessidade de usar um broncodilatador antes do exercício para evitar incômodos. NÃO SE MEDIQUE SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA! Isso pode ser muito grave!

    A asma noturna é o tipo mais comum. Se você tem asma, a chance de você ter uma crise é maior durante o sono, porque a asma é fortemente influenciada pelo nosso ciclo biológico dia/noite. Acredita-se que a asma noturna acontece devido ao aumento da exposição dos alérgenos, ao resfriamento das vias aéreas, a posição reclinada pra dormir e até mesmo por alterações hormonais que ocorrem à noite.

    Alguns casos mais graves de crise aguda de asma requerem que se eleve a cabeceira da cama ou que se utilizem travesseiros extras, pois a posição mais vertical reduz a tosse que é bem pior à noite.

    O choque de temperaturas é uma mudança extremamente agressiva para o nosso trato respiratório, e é pior nas pessoas alérgicas. Além da asma pode desenvolver-se rinite, tosse, faringite, laringite, sinusite e pneumonia. A mudança do calor para o frio pode desencadear uma resposta na mucosa brônquica. A baixa umidade do ar nas cidades dificulta a respiração. A falta das chuvas tem sido cada vez um agravante maior pros doentes respiratórios.

    Alguns medicamentos podem desencadear asma. Exemplos:

    • AAS (ácido acetilsalicílico)
    • Diclofenaco de sódio
    • Diclofenaco de potássio
    • Ibuprofeno
    • Alguns antibióticos como cefalexina e sulfa

    Durante uma crise, a ingestão de líquidos é extremamente importante, pois ajuda a diluir a secreção brônquica e facilita sua expectoração. Mesmo sendo contraditório se é eficaz ou não, a nebulização com soro fisiológico também é recomendada para a fluidificação da secreção e a facilitação da expulsão.

    Devemos nos atentar a alguns sinais de gravidade que, uma vez identificados, fazem necessário um atendimento médico com urgência. Alguns deles são:

    • Lábios e rosto azulados
    • Nível de agilidade diminuído, sonolência ou confusão
    • Extrema dificuldade de puxar o ar
    • Pulsação rápida
    • Taquicardia
    • Ansiedade (a asma tem um fator emocional muito forte, que faz com que o paciente piore a medida que se desespera com a falta de ar)
    • Suor
    • Aperto no peito
    • Retração entre as costelas quando se puxa o ar (chamada de tiragem intercostal)

    Tiragem intercostal: a musculatura entre as costelas "vai para dentro" quando o paciente puxa o ar – Sinal de gravidade no quadro respiratório

    O tratamento da asma é baseado em prevenção e controle. As medicações de uso contínuo, passadas pelo médico responsável, (como corticóides inalatórios, modificadores de leucotrienos, teofilina e beta-agonistas de longa duração) servem para minimizar a sensibilidade e a inflamação do pulmão dos asmáticos. Os broncodilatadores apenas revertem o quadro de contração do brônquio, momentaneamente (alguns por poucas horas, outros por até 24h). Não são preventivos, apenas medicações de resgate.

    Vacinar contra a gripe também é uma recomendação médica que previne crises de asma! Portanto, não deixe de se vacinar todo ano!

    Nadar, pedalar e caminhar são atividades físicas super recomendadas para asmáticos, por melhorar o desempenho pulmonar. Existe também a fisioterapia respiratória, que ensina o paciente o padrão respiratório correto, drena secreções e previne crises, além de aumentar a capacidade pulmonar.

    O mais importante é que o asmático aprenda a controlar suas crises, aprenda a controlar a ansiedade diante da falta de ar, para que esta não aumente, siga à risca suas orientações médicas, tenha muita higiene se tiver um bichinho de estimação em casa, faça sempre uma lavagem com soro de suas vias aéreas superiores (nariz e garganta), evite exposição àquilo que já se sabe que lhe faz mal e mantenha um ritmo de vida saudável, com atividades físicas regulares e boa alimentação, rica em vitamina D (que aumenta a imunidade).

    Até a próxima!


    Amanda Beloti é fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursa Especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A. Saiba mais.

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