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    Amanda Beloti Amanda Beloti 13/09/2016

    Conheça melhor a Síndrome do Túnel do Carpo

    Olá leitores!

    Hoje falarei de uma doença que acomete mais de 150 mil pessoas no Brasil por ano, a Síndrome do Túnel do Carpo.

    Trata-se de uma neuropatia que resulta da compressão do nervo mediano no “túnel do carpo”, estrutura entre a mão e o antebraço. Por este túnel rígido passam também os tendões dos músculos que fazem flexão dos dedos e punho, envoltos por uma “bainha” sinovial (uma espécie de invólucro, ilustrado abaixo em azul).

    Foto: Divulgação/ebah-web-586602798.us-east-1.elb.amazonaws.com/content/ABAAAgvcwAK/015-anatomy-book-inervacao-dos-musculos-antebraco

    O nervo mediano fornece sensação e movimento ao lado da mão em que está o polegar (a palma, o polegar, o indicador, o dedo médio e parte do dedo anelar).

    Qualquer situação que aumente a pressão dentro deste túnel provoca a compressão do nervo mediano e, então, todos os sintomas da famosa síndrome do túnel do carpo. As principais causas que interferem no aparecimento da síndrome são:

    • Lesões por esforços repetitivos (em quem trabalha muito com as mãos) podem espessar a bainha dos tendões dos músculos flexores, que passam por ali, inflamando-as (a chamada “tenossinovite”) e reduzindo o espaço dentro do túnel;
    • Quedas com ou sem fraturas dos ossos do carpo (ossos do punho) – o fragmento ósseo pode comprimir o nervo mediano;
    • Doenças reumáticas (por exemplo, artrite reumatóide), pois estas causam inflamações generalizadas nas articulações, nos tendões ou em suas bainhas, reduzindo o espaço dentro do túnel;
    • Causas hormonais – é mais comum em mulheres, pois elas possuem o espaço do túnel menor que o dos homens, sendo freqüente em gestantes por causa dos inchaços. Desaparece espontaneamente após a gravidez.
    • Diabetes, que aumenta o risco de danos aos nervos, elevando também a chance de lesão no nervo mediano;
    • Outras condições como menopausa (redução de estrógeno), obesidade, disfunções da tireóide e insuficiência renal (retenção de liquido);
    • Tumores da articulação, que reduzem assim o espaço dentro do túnel.

    Os principais sintomas são:

    • Dormência ou formigamento do polegar e dois dois ou até três dedos seguintes (os que estão demarcados como inervados pelo nervo mediano, na figura anterior) – pior à noite
    • Dormência ou formigamento na palma da mão – pior à noite
    • Dor que pode se estender até o cotovelo
    • Dor no punho ou na mão – pior à noite
    • Problemas de coordenação – movimentação fina dos dedos
    • Fraqueza na mão – principalmente em movimento de pinça, como segurar uma xícara

    O diagnóstico é feito por um médico, através da coleta da história da doença, do exame físico e com o auxílio de dois testes ortopédicos: teste de Phalen e teste de Tinel.

    Se julgar necessário, o médico pode ainda solicitar exames complementares como uma eletroneuromiografia (que mostra a integridade de condução nervosa do nervo mediano).

    O tratamento consiste em mudanças dos mecanismos desencadeadores da doença, uso de antiinflamatórios prescritos pelo médico, além de órteses imobilizadoras para repouso articular, gelo e fisioterapia. Em casos de persistência dos sintomas o médico pode aconselhar infiltração (injeção de anestésico com cortisona na articulação). Este procedimento deve ser bem analisado entre médico, fisioterapeuta e paciente para análise dos custos x benefícios, pois o uso indiscriminado de infiltrações pode causar danos aos tecidos envolvidos. Esgotadas todas as possibilidades de tratamento clínico, o médico pode indicar a cirurgia, onde é cortado o ligamento transverso do carpo para liberação das estruturas comprimidas.

    A prevenção é sempre a melhor saída. Evite ou reduza a sobrecarga de movimentos repetidos no punho, sempre que possível. Apoios de mouse e teclado ajudam para quem passa horas trabalhando no computador. Faça pausas freqüentes ao digitar e sempre pare se sentir dormência, formigamento ou dor. Ao menor sinal dos sintomas aqui citados, procure ajuda médica.

    Até a próxima coluna! Pedidos de tema e esclarecimentos de dúvidas em amanda.beloti@yahoo.com.br.

    Obrigada pela leitura!


    Amanda Beloti é fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursa Especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A.
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    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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