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    O que é a Doença de Parkinson

    Nome do Colunista Amanda Beloti 21/02/2018

    Olá leitores!

    Hoje tentarei resumir um pouco o que é a Doença de Parkinson, um assunto bem vasto e com muitos estudos novos e andamento a cada dia. Mas vamos nos ater a o que é a doença.

    A Doença de Parkinson leva esse nome em homenagem ao primeiro médico que descreveu a doença, em 1817, Dr. James Parkinson. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos apresenta Doença de Parkinson.

    A Doença de Parkinson é uma doença neurológica, degenerativa, crônica e progressiva (não tem cura e tende a piorar com o tempo). Nos doentes de Parkinson, o sistema nervoso sofre uma degeneração em uma região cerebral chamada substância negra. Diferente de outras células, nosso neurônios não se regeneram e, uma vez danificados, não tem volta.

    A substância negra do cérebro tem esse nome por conter melanina, o que dá aspecto escuro a estas células. Estas células da substância negra são responsáveis pela produção de dopamina, um neurotransmissor que possui a função de controlar os movimentos finos e coordenados das pessoas.

    Até hoje não se sabe ao certo o motivo da degeneração desses neurônios da substância negra do cérebro, mas alguns fatores conhecidos podem desempenhar forte papel no desenvolvimento da Doença de Parkinson.

    • Idade (acomete pessoas com mais de 60 anos – em casos raros pode acometer pessoas mais jovens)
    • Histórico Familiar (apesar de não ser regra, pessoas com casos na família tem maior tendência a desenvolver a doença)
    • É mais frequente em homens do que em mulheres
    • Traumas isolados ou repetitivos no crânio (um exemplo disso são os lutadores de boxe)
    • Contatos com agrotóxicos
    • A Doença de Parkinson tem sintomas motores e não-motores. Os principais sintomas são:

    1. Tremores (é o sintoma inicial em 70% dos casos. São piores no repouso e melhoram durante a movimentação. Isso distingue o tremor da Doença de Parkinson de outros tipos de tremores que, diferentemente, não melhoram com movimento).

    2. Bradicinesia, que são movimentos lentos. É o sintoma mais incapacitante da Doença de Parkinson. Causa muita dificuldade para se iniciar qualquer movimento voluntário. Quando afeta os passos pode incapacitar o doente, pois primeiramente os passos se tornam curtos e lentos, e depois pode acontecer o “Freezing”, que é a sensação de “pés colados no chão”. O doente não consegue tirar o pé do chão para dar o passo.

    3. Rigidez (com a falta de dopamina no cérebro, os músculos do corpo não recebem a ordem de relaxarem. Por esta razão a rigidez é constante e pode causar dor espalhada por todo o corpo. A amplitude dos movimentos também fica comprometida, porque as articulações ficam muito rígidas. Uma pessoa com Doença de Parkinson, por exemplo, perde o balanceio dos braços enquanto anda).

    4. “Face em máscara”, ou seja, perda da expressão facial

    5. Redução do piscar de olhos e, consequentemente, olho seco

    6. A voz fica mais baixa e ocorre distúrbio na articulação da fala, ficando difícil compreender o que o doente de Parkinson está dizendo.

    7. Aumento da salivação

    8. Visão embaçada

    9. Micrografia (a letra escrita fica muito pequena)

    10. Incontinência e perda urinária

    11. Conforme o avançar da doença, pode causar demência, depressão, ansiedade, alteração no sono e raciocínio lento.

    Como não existe um exame especifico para Doença de Parkinson, o diagnóstico é feito a partir de análise dos sintomas e histórico médico do paciente. O diagnóstico médico é feito por um neurologista.

    O médico poderá contar com exames de eletroencafalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, análise de líquido espinhal, entre outros para descartar outras doenças neurológicas e confirmar a Doença de Parkinson.

    Apesar de não existir cura, existem medicações que retardam o avanço da doença, melhoram a qualidade de vida do doente reduzindo os sintomas, e existe a fisioterapia, que é crucial para alívios de dores musculares, estimulação e manutenção da movimentação e da coordenação motora, além de melhorias significativas na função respiratória (já que os músculos da respiração também são afetados). Acompanhamento psicológico e fonoaudiólogo também são necessários (pacientes com Doença de Parkinson podem ter dificuldade para engolir, o que leva a engasgos perigosos que podem causar pneumonia por broncoaspiração. A fono ajuda nesse aspecto facilitando a deglutição).

    Em casos mais graves e com indicação, o médico pode optar por oferecer a cirurgia para o paciente.

    Como eu havia dito no início da coluna, Doença de Parkinson é um assunto muito vasto e com muitas pesquisas novas a cada dia. Meu objetivo aqui foi resumir o que é a doença para que mais pessoas procurem ajuda com neurologistas, tratamento com fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos, e para que você, que tem Doença de Parkinson ou que tem algum doente na família, esteja sempre pesquisando sobre novas notícias e descobertas sobre a doença.

    Não deixem de se cuidar!

    Um abraço e até a próxima!

    Amanda Beloti é Fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursa Especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A. Telefones: (32) 9135-4097 ou (32) 3211-4375. Email: amanda.beloti@yahoo.com.br

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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