Quinta-feira, 03 de julho de 2008, atualizada às 17h25

Número de transplantes em Juiz de Fora sobe, mas a fila ainda é grande. Mudanças no sistema de doações de órgãos vão otimizar procedimento



Daniele Gruppi
Repórter
Foto do símbolo de doação de órgãos
Em arquivo:
  • Sobe o número de doação de órgãos em Juiz de Fora

Juiz de Fora contabiliza desde o início do ano 33 transplantes de córnea. Em 2007, foram realizados 27. Segundo o diretor estadual da MG Transplantes Charles Simão Filho, o número ainda está aquém da expectativa. Atualmente, 234 pessoas aguardam por uma córnea e 501 por um rim.

Para Simão Filho, a cidade-sede da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos/Regional Zona da Mata (CNCDO) não vem respondendo adequadamente ao sistema em relação aos números de transplantes e à captação de doadores.

O diretor estadual da MG Transplantes afirma que visando otimizar mais o procedimento foi preciso realizar mudanças de reaparelhamento e de localização da Central, transferida do Hospital João Penido para a Santa Casa há cerca de um mês.

A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora também vai receber o Curso de Formação de Coordenadores Hospitalares de Transplante - Zona da Mata e Sul de Minas. "O objetivo é capacitar e reciclar os profissionais das diversas especialidades ligadas à realização da cirurgia, como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e funcionários dos hospitais e das centrais de transplantes", explica.

Em Juiz de Fora, são realizados transplantes de rim, córnea e medula. "As doações de rim são feitas por pessoas vivas". A expectativa do diretor estadual é que até o final do ano a cidade faça cerca de dez procedimentos de rim-cadáver. Transplantes de múltiplos órgãos, coração, pulmão, fígado e pâncreas são realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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