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    Sexta-feira, 26 de junho de 2009, atualizada Sábado, dia 27 de junho, às 10h28

    Resultado de exames dos juizforanos suspeitos de gripe suína deve sair na próxima quarta-feira

    Guilherme Arêas
    Repórter

    O resultado dos exames realizados nos três juizforanos com suspeita de gripe Influenza A (H1N1) deve sair na próxima quarta-feira, dia 1º de julho. Nesta sexta-feira, dia 26, foi realizada a coleta de material do último paciente com suspeita da doença na cidade. As secreções da garganta das três pessoas já foram enviadas a uma central em Belo Horizonte, responsável por encaminhar as amostras ao laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Os pacientes continuam em isolamento domiciliar até a a conclusão dos exames. Na próxima semana, uma reunião entre a Vigilância Epidemiológica de Juiz de Fora e a Gerência Regional de Saúde (GRS) vai discutir novas ações para deter o avanço do vírus.

    O primeiro caso que levantou a suspeita da Vigilância Epidemiológica de Juiz de Fora foi de um homem de 32 anos, que veio de uma viagem da Argentina, no domingo, 21. Um colega de trabalho dele, de 43 anos, também é mantido em isolamento domiciliar por sangramento no nariz, mesmo não tendo apresentado os sintomas característicos da gripe suína. Segundo o jornal argentino Clarín, o país vizinho já registrou cerca de 1.500 casos e 23 mortes decorrentes da doença até esta sexta-feira.

    O outro caso suspeito da gripe suína em Juiz de Fora é de uma mulher de 22 anos, que esteve na Espanha e, na volta, fez uma escala no Chile. Quando chegou a São Paulo, a jovem pegou um avião que vinha de Nova Iorque para o Rio de Janeiro. Juntos, Espanha, Chile e Estados Unidos já registraram quase 30 mil casos da gripe suína e cerca de 90 mortes.

    Mesmo com o rápido crescimento dos casos em todo o mundo, a Vigilância Epidemiológica de Juiz de Fora tranquiliza a população local e garante que os pacientes com sintoma da gripe (veja o infográfico abaixo), mas que não visitaram os países com casos da doença, não devem se preocupar. "Ainda não há necessidade de tomar medidas diferenciadas. Todos os casos suspeitos tiveram relação com pessoas que estiveram em países com altos índices da doença", explica o subsecretário de Vigilância Epidemiológica, Ivander Matos.

    Aumento dos casos

    Os três casos suspeitos de Juiz de Fora ainda não entraram na lista oficial do governo do Estado, divulgada nesta sexta-feira. Até agora, Minas registrou 88 casos suspeitos, 58 confirmados e 108 descartados. Porém, os números do Ministério da Saúde apontam que os casos confirmados em Minas subiu para 65. Em todo o país, de acordo com a última atualização, divulgada no dia 26, foram confirmados 522 casos. Até 25 de junho, o governo acompanhava 477 casos suspeitos. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Outros 782 casos foram descartados até o momento.

    No início da semana, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou que idosos com mais de 60 anos, crianças menores de dois anos de idade, gestantes, pessoas com imunodepressão (pacientes com câncer, em tratamento para Aids ou em uso regular de corticóide), diabetes, cardiopatia, doença pulmonar ou renal crônica adiem viagens para os Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Argentina e Austrália. Nesses países há transmissão sustentada da Influenza A (H1N1).

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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