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    Quarta-feira, 11 de novembro de 2009, atualizada às 19h16

    Diabetes pode representar risco quando sintomas não são evidentes

    Aline Furtado
    Repórter

    "Aproximadamente 10% da população brasileira deve ser portadora de diabetes." A informação é da médica e professora de Endocrinologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Mônica Barros. Segundo ela, o último levantamento sobre a doença foi realizado na década de 80 e indicava que 7,6% da população do país apresentava a doença. O percentual atual é devido ao aumento da obesidade em todo o mundo.

    Como o diabetes é uma doença silenciosa, não apresenta sintomas em todos os casos, será realizado na cidade, na próxima sexta-feira, 13 de novembro, um mutirão para conscientizar a população. A atividade, marcada para o Calçadão da rua Halfeld, integra a campanha nacional coordenada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). O objetivo é alertar sobre a importância do cuidado e tratamento da doença. "Cerca de 50% das pessoas não sabem ser portadoras do diabetes, por isso, pretendemos despertar a atenção para os cuidados a serem tomados com a saúde."

    Durante o evento, médicos, acadêmicos e residentes do Hospital Universitário (HU) da UFJF, com apoio de profissionais do Polo de Diabetes da Criança e do Adolescente do Sistema Único de Saúde (SUS), realizarão aferição da circunferência abdominal, do índice de massa corpórea (IMC), da pressão arterial, além do exame de glicemia pelo dedo. "A aferição da taxa glicêmica pelo dedo nos auxilia na triagem e não no diagnóstico. Caso o resultado seja alto, orientamos que as pessoas busquem tratamento."

    Durante a ação, os profissionais vão esclarecer sobre sintomas, consequências e formas de prevenção da diabetes, que atualmente é a principal causa de cegueira e de infecções renais. A estimativa da organização é realizar 1.500 testes de glicemia. O evento, que marca o Dia Mundial do Diabetes, lembrado em 14 de novembro, ocorre entre 8h e 16h.

    A doença

    O diabetes é uma doença crônica, sem cura, mas que pode ser controlado se tratado adequadamente. Entre as complicações que podem ser ocasionadas estão o comprometimento da visão, dos rins, dos vasos sanguíneos, dos membros inferiores, do coração e do sistema nervoso. A SBD considera que valores acima de 126 mg em jejum são suspeitos de diabetes, assim como taxas acima de 99 mg.

    Os sintomas que merecem atenção são: sede e urina aumentadas, fraqueza e fadiga, perda de peso, aumento da susceptibilidade a infecções e visão embaçada, dores nas pernas e fome exagerada. No caso do diabetes tipo 1, os sintomas surgem de forma rápida. Já no diabetes tipo 2, podem ser moderados ou até mesmo inexistentes.

    O diabetes tipo 1 ocorre com maior frequência em pessoas com idade inferior aos 35 anos. O controle ocorre por meio de injeção. O diabetes tipo 2 atinge com maior frequência adultos acima dos 35 anos, pessoas com antecedentes familiares, sendo comum em obesos. Neste caso, dieta adequada, exercícios físicos e o controle de peso, além das medicações, são fundamentais para o tratamento. Outra manifestação comum é a diabetes gestacional, diagnosticada durante a gravidez em mulheres que não apresentavam a doença antes.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

     

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