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    Luta contra o preconceito marca o dia de combate à Aids Mutirão reforça campanha de conscientização e de prevenção da doença com diversas atividades em Juiz de Fora

    Melissa Ribeiro
    Repórter
    1/12/2009

    O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado nesta terça-feira, 1º de dezembro, foi marcado em Juiz de Fora por um mutirão contra o preconceito. Com o tema Viver com Aids é possível. Com o preconceito não, as atividades em comemoração à data incluíram a distribuição de panfletos, cartilhas educativas e preservativos à população, além de realização de palestras e de exames diagnósticos de HIV, Sífilis e Hepatite Viral.

    Técnicos do Programa Municipal de DST e Aids e membros de organizações não governamentais de Juiz de Fora abordaram a população, em um estande montado no Calçadão da rua Halfeld, em frente ao Theatro Central, com o objetivo de fortalecer a campanha. As ações de conscientização e prevenção também ocorreram em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas escolas da rede pública, com a orientação de agentes de saúde, de profissionais da educação e da Secretaria de Assistência Social do município.

    Segundo o coordenador do Programa Municipal de DST/Aids de Juiz de Fora, Rodrigo Almeida, um dos maiores desafios na luta contra a Aids é o preconceito da população. "O preconceito está prejudicando o tratamento dos portadores. É preciso uma mudança de comportamento, não focada somente na saúde, mas também na educação". De acordo com o Ministério da Saúde, as pessoas em tratamento de Aids no Brasil sofrem mais com problemas sociais e psicológicos do que com a ação do vírus no organismo. A campanha tem como objetivo mostrar que quem vive com o vírus HIV pode trabalhar, praticar esportes, namorar e fazer sexo com camisinha, como todo mundo.

    Como o vírus da Aids é transmitido?

    - Fazendo sexo vaginal, oral ou anal sem camisinha com alguém infectado;

    - Compartilhando agulhas e seringas com sangue contaminado pelo HIV;

    - Da mãe para o filho, durante a gravidez, no parto ou na amamentação;

    - Através de transfusões de sangue contaminado pelo HIV;

    - Através de materiais pérfuro-cortantes, contaminado pelo HIV, utilizados na aplicação de tatuagens, injeções, nos serviços de manicure e barbeiro (alicates, navalhas e lâminas de barbear, principalmente), instrumentos odontológicos e cirúrgicos, entre outros.

    Fonte: Coordenação Municipal de DST e Aids.

     
    Como fazer a prevenção das DST e do HIV?

    - A melhor forma de prevenir a transmissão das DST é usar sempre e corretamente a camisinha em todas as relações sexuais;

    - Não compartilhar agulhas e seringas com outras pessoas;

    - No caso de necessitar receber uma transfusão de sangue, exija que ele seja testado para todas as doenças que podem ser transmitidas pelo sangue.

    Fonte: Coordenação Municipal de DST e Aids.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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