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    Greve dos médicos chega a um mês e provoca transtornos a usuáriosNa Ouvidoria Municipal de Saúde, o número de reclamações aumentou desde a deflagração. O maior impacto é sentido no atendimento às clínicas especializadas

    Victor Machado
    *Colaboração
    2/6/2011
    Hospital de Pronto Socorro

    A greve dos médicos chegou a um mês nesta quinta-feira, 2 de junho. A indefinição de retorno dos profissionais às atividades tem causado apreensão e preocupação nos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Na última quarta-feira, dia 1º, a categoria decidiu, em assembleia geral, manter o movimento por tempo indeterminado, por entender que a proposta apresentada pela Prefeitura de Juiz de Fora não contempla nenhuma das reivindicações.

    A dona de casa e usuária da rede municipal de saúde, Marlene Noberto da Conceição, comenta que a greve dos médicos é normal e já esperada. No entanto, segundo ela, a demora na definição com relação ao retorno às atividades tem causado preocupação. "Reivindicar é um direito deles, mas a população acaba saindo prejudicada."

    Marlene relata que teve um parente atendido pelo serviço de urgência e emergência da Regional Leste na manhã desta quinta-feira, 2 de junho, e atesta que a greve tem provocado o afastamento dos usuários. "Não encontrei fila, como em dias normais. Dá para ver que as pessoas já estão desistindo de vir ao hospital."

    A dona de casa diz, ainda, que os serviços de consulta estão prejudicados pelo movimento. "Quem tem consulta marcada ou precisar agendar está diante de um problema. A gente chega ao hospital e eles falam que não tem médico e não sabem quando vai voltar." De acordo com Marlene, a sogra do seu filho sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) após não conseguir se consultar no Hospital de Pronto Socorro (HPS). A mulher foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Luzia, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    De acordo com a ouvidora de Saúde, Samantha Borchear, o número de reclamações por parte dos usuários do SUS aumentou consideravelmente desde o início da greve dos médicos. "São muitas as reclamações. O impacto maior é sentido pelas pessoas que dependem das clínicas especializadas que atendem no PAM-Marechal. Na atenção primária à saúde, o reflexo é menor, mas quando se fala em especialidades, como ortopedia, dermatologia e endocrinologia, por exemplo, as reclamações são frequentes."

    O presidente do sindicato, Gilson Salomão, afirma que qualquer movimento grevista gera danos à população e ao serviço, principalmente, quando se trata de greves com forte adesão. "Estamos em um movimento coeso e forte. Infelizmente, isso causa danos e, por isso, esperamos uma discussão de maneira concreta, que traga resultados satisfatórios, a fim de evitar problemas à população."

    Negociações

    De acordo com Salomão, o Executivo acenou para a possibilidade de criar uma comissão para discutir a criação de uma nova carreira para a categoria, que envolveria Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH) e Secretaria de Saúde (SS). "Foi apresentada essa intenção, mas não está definido o que realmente será esta comissão, muito menos a nova carreira. As propostas continuam evasivas e não atendem às reivindicações."

    A Prefeitura informa, por meio de nota oficial, que, além do reajuste de 8,85% nos salários, a administração apresentou a proposta de criação do Plano de Carreiras para os Médicos do Estratégia Saúde da Família (ESF), além de passar o salário dos atuais R$ 5.900 para R$ 7.500. O Executivo contempla a flexibilização da jornada dos médicos que atuam no PAM-Marechal, reduzindo a carga horária de 20 horas semanais para 12 horas; e salário de R$ 4 mil para os médicos da Urgência e Emergência, com a criação do Plano de Carreiras da categoria.

    As negociações entre a PJF e os médicos continuam e, na terça-feira, dia 7, haverá uma nova assembleia geral da categoria, para discutir os rumos da greve. Na quarta-feira, dia 8, um ato público será realizado na Praça da Estação, às 10h30.

    Aprovado reajuste dos servidores da PJF

    Foi aprovado, na quarta-feira, 1º de junho, na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF), o reajuste de 7,85% para os  servidores municipais. Além disso, a Mensagem 3.906 do Executivo autoriza a aplicação de 1% a partir de 1 de novembro.  A Prefeitura enviou aos vereadores a análise do impacto financeiro causado pelo reajuste. A projeção percentual da despesa com pessoal em relação à receita líquida para 2011 corresponde a 46,43%. Apesar da aprovação, algumas categorias continuam negociando outros pontos da pauta de reivindicações.

    *Victor Machado é estudante do 7º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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