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    Quinta-feira, 3 de maio de 2012, atualizada às 18h56

    Trabalhadores em urgência e emergência questionam desligamentos no setor

    Thiago Stephan
    Repórter
    Protesto de servidores da urgência e emergência

    Funcionários do serviço de urgência e emergência em saúde de Juiz de Fora fizeram, na tarde desta quinta-feira, 3 de maio, manifestação em frente à Câmara Municipal. O protesto foi direcionado à Prefeitura que, segundo os manifestantes, está demitindo servidores que aguardavam efetivação após serem aprovados em concurso público realizado em 2008. Eles questionam ainda a forma como as demissões estão ocorrendo. O município conta com, aproximadamente, mil funcionários nos equipamentos de urgência e emergência, entre enfermeiros de nível superior, enfermeiros de nível médio, médicos e funcionários da parte administrativa.

    "A Prefeitura está demitindo em massa o pessoal que estava sob contrato, mas aguardando a nomeação, já que passaram em concurso público. Aqueles que fizeram o concurso público de 2008 e foram aprovados estão sendo trocados por funcionários com contratos comuns", explica a vice-presidente da Associação dos Servidores públicos de Urgência e Emergência da Saúde de Juiz de Fora (Ameta), Valéria Antonelli, que afirma ainda que a categoria está revoltada com a forma que as demissões estão ocorrendo.

    Uma trabalhadora que preferiu não se identificar informou como ocorreu o seu desligamento. "Meu pagamento não veio no final do mês. Liguei para o pessoal dos recursos humanos e eles me informaram que era para eu ter parado de trabalhar no mês anterior. Não tive uma comunicação. No meu caso, nem avisada que seria demitida eu fui", afirma.

    Outra trabalhadora que também preferiu não se identificar fez coro na reclamação. "Fui demitida em março. Fiquei dez anos trabalhando na urgência e emergência. Seria uma das próximas a ser nomeada. Estou sendo substituída por pessoas que não passaram em concurso e estão entrando por processo seletivo simplificado", diz, revoltada.

    O presidente da Ameta, Raimundo dos Santos, relata que a situação é séria. "A Prefeitura está ferindo princípios constitucionais, como o da publicidade. Ela está burlando as leis, contratando em vez de nomear", garante.

    Valéria teme que o serviço prestado à população fique prejudicado com a troca de funcionários. "A situação está trazendo muito prejuízo para o atendimento. Os profissionais que estão saindo são muito experientes. Além disso, funcionários à base de contrato são mais interessantes para a Prefeitura já que não questionam [questões trabalhistas], diferentemente dos profissionais efetivos", argumenta.

    Entramos em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH) para saber o porquê de os desligamentos e sobre a maneira como eles estão sendo realizados, mas até a publicação desta nota não havíamos obtido retorno sobre esses questionamentos.

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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