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    Quarta-feira, 27 de junho de 2012, atualizada às 17h

    Juiz de Fora deve contar com Organização de Procura de Órgãos e Tecidos

    Jorge Júnior
    Repórter
    doador

    Juiz de Fora deverá contar, em um prazo de quatro meses, com uma unidade de Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO), que irá atuar diretamente no auxílio ao Complexo MG Transplantes, integrante da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). O anúncio foi feito no início desta semana pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

    De acordo com o médico e coordenador do MG Transplantes Regional Zona da Mata, Fred Whitaker, provavelmente, a OPO deverá ser instalada na Santa Casa de Misericórdia da cidade. "Ainda não temos um local definido para a implantação. O assunto ainda está em fase inicial, porém, como a Santa Casa nos auxilia, pode ser que a unidade funcione no local", diz.

    De acordo com a SES-MG, o objetivo é captar um número maior de doações, além de agilizar e humanizar o processo de doação e transplante. Com a instalação, Whitaker explica que a Organização de Procura de Órgãos contará com dois médicos, cinco enfermeiros e um administrador, que, após capacitação, atuarão em conjunto com cada equipe hospitalar nos serviços de coleta e transplantes. "O sistema irá ajudar muito a cidade. Serão novos profissionais, o que possibilitará a captação de múltiplos órgãos. Precisamos de trabalhadores fazendo buscas de ativos nos CTIs [Centro de Tratamento Intensivo] dos hospitais", ressalta.

    Em Minas

    Além da cidade, outras nove regiões mineiras também irão receber as OPOs, como os hospitais João XXIII, Risoleta Tolentino Neves e Hospital Municipal de Betim, além das cidades de Montes Claros, Governador Valadares, Pouso Alegre, Ipatinga, Uberaba e Uberlândia. Em uma segunda etapa, serão instaladas unidades em Divinópolis, Sete Lagoas, Patos de Minas, Barbacena, Teófilo Otoni, Varginha e Alfenas. "Cada unidade irá começar a operar em um prazo diferente."

    O processo de doações de órgãos no Estado funciona por meio de seis Centrais de Notificação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CNCDOs), que agora passaram a contar com mais dez unidades de OPOs. Além de uma equipe de profissionais, carros com motoristas e cinco aeronaves já estão disponibilizados para captação e transporte de pacientes e órgãos.

    Aumento de doadores

    Com um dos maiores programas públicos de saúde do mundo, o Brasil figura entre os países que mais realizam, em números absolutos, transplantes de órgãos e tecidos. Em Minas Gerais, existem 36 instituições habilitadas para a realização de busca ativa e captação de órgãos, além de 54 instituições habilitadas para a realização de transplantes.

    De 2006 a 2012, o quadro de evolução das doações de órgãos multiplicou no Estado, saltou de 3% para 12%, segundo dados divulgados pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Com relação ao aumento das doações de órgãos e tecidos nos últimos anos, Minas sai na frente de estados como Rio de Janeiro, Paraná e Distrito Federal.

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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