Juiz de Fora participa da Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase

Doença atinge várias partes do corpo humano e não é contagiosa. Foco principal da mobilização será de esclarecimento

Andréa Moreira
Repórter
26/10/2012
Psoríase

Na próxima segunda-feira, 29 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Psoríase. Engajado nesta causa, o Hospital Universitário (HU), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) participa da Campanha Nacional de Conscientização da Psoríase, realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Este ano, com o tema Curta, Abrace e Compartilhe: Psoríase não é contagiosa, Respeito é! a campanha será voltada para o esclarecimento, como destaca a coordenadora do evento, a médica dermatologista Shirley Gamonal. "Vamos focar nosso trabalho nas informações. Queremos acabar com o preconceito e mostrar para o paciente que ele não precisa ter vergonha", ressalta.

De acordo com a dermatologista, uma dos grandes problemas enfrentados por quem tem psoríase, é exclusão social. "Muitos pacientes evitam ir a lugares públicos, como piscinas. Pois as pessoas acreditam que a psoríase é transmitida. Mas isso não é verdade. A doença não é contagiosa, mas em alguns casos pode ser hereditária," explica Shirley.

A doença

A Sociedade Brasileira de Dermatologia informa que a psoríase é uma doença imune-inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. A médica dermatologista esclarece que a doença pode se manifestar em várias parte do corpo e que, muitas vezes, é confundida com outras enfermidades."Em alguns casos, a psoríase acontece na garganta, no couro cabeludo e até nas regiões genitais. Por isso, é muito importante procurar um médico para que seja feito o diagnóstico correto," esclarece Shirley, alertando para o caso mais grave da doença, que é a eritrodérmica. "Neste caso, a psoríase atinge todo o corpo e fica parecendo que a pessoa sofreu queimaduras", acrescenta.

Fatores como estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta, baixa umidade do ar ou alguns medicamentos podem aumentar ou iniciar a doença. "A bebida e o cigarro também são agravantes," afirma Shirley.

Tratamento

A médica informa que o diagnóstico deve ser feito por um dermatologista. O tratamento pode ser feito através de medicamentos como pomadas, loções, xampus ou géis. Em outros casos, são indicados sessões de fototerapia, com ultravioleta A. "É importante um diagnóstico correto, para que seja feito o tratamento adequado," orienta.

A unidade Dom Bosco do HU possui um ambulatório de psoríase, que funciona toda sexta-feira, no período da manhã. Shirley ressalta que o encaminhamento para o ambulatório, deve ser realizado via Unidade de Atendimento Primário à Saúde (Uaps). "Lá o paciente irá encontrar todo o tratamento que ele necessita."

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