Sexta-feira, 1º de março de 2013, atualizada às 13h

Representantes da Apes/JF demonstram surpresa e indignação com corte de 25% no HU

Raphael Placido
Repórter
HU

A Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes/JF) conversou com a imprensa na manhã desta sexta-feira, 1º de março, a respeito do anúncio feito pelo reitor Henrique Duque, na última quarta-feira, dia 27, de que, em virtude da redução dos repasses do Ministério da Educação (MEC), haveria a necessidade de reduzir em 25% os contratos de fornecedores e prestadores de serviço do Hospital Universitário (HU).

Para Paulo César de Souza Ignácio, presidente da entidade, ainda serão necessárias reuniões com a reitoria e a administração do hospital para entender o que aconteceu. A indignação maior é com a possibilidade de os cortes serem uma represália pelo fato de o HU não ter aderido à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). O próprio Henrique Duque confirmou que a redução do repasse atingiu os 23 hospitais que escolheram não aderir à empresa.

"Existem critérios para a distribuição de recursos. Vamos nos reunir com a administração, mas, se for confirmado, entendemos tratar-se de uma 'retaliação' pela não adesão à EBSERH, o que é inaceitável. Nos foi dado o direito de escolha. Se fosse para fazer isso, que nos impusessem de uma vez", destaca Paulo César.

Possíveis consequências do corte

Paulo César afirma que ainda não é possível precisar o impacto da redução. "Segundo o que foi dito pela administração do HU, a ideia é que os cortes sejam quantitativos, não afetando a qualidade do serviço. Provavelmente haverá diminuição no número de procedimentos. Os hospitais universitários são fundamentais para a população. Não só Juiz de Fora, mas toda a região será atingida", lamenta.

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