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    Novembro Azul: saiba mais sobre o câncer de próstata

    Mês é marcado pela conscientização masculina sobre formas de constatação da doença

    Lucas Soares
    Repórter
    4/11/2014

    Após o Outubro Rosa, mês de conscientização feminina em combate ao câncer de mama, chegou a vez dos homens terem um mês voltado à se preocupar com a saúde. No Novembro Azul, as ações de órgãos de saúde são voltadas para a conscientização masculina sobre a importância de realizar exames de detecção de uma das doenças de maiores incidências no gênero. Neste ano, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê mais de 68 mil novos casos da doença no Brasil, o que corresponde a um risco estimado de 70,42 novos casos a cada 100 mil homens.

    De acordo com o médico urologista Fabrício Siqueira, embora o risco do câncer de próstata se manifestar em todas as idades, a maior incidência aparece em homens com mais de 50 anos. "Com o passar dos anos, a chance de se ter o câncer de próstata é maior, a partir da sexta década de vida. Mas em homens jovens, com 30 e 40 anos, pode aparecer, apesar de ser menos frequente", explica o profissional.

    Segundo Siqueira, como a doença praticamente não se manifesta até estar em um estágio avançado, os exames preventivos são a melhor forma de se descobrir o câncer. "Não existe prevenção para o câncer de próstata. É diferente do exame preventivo para o câncer no colo de útero que é feito nas mulheres. O exame no homem é rastreamento. Então precisamos fazer o exame, para descobrir a doença mais precocemente e aumentar as chances de cura", relata. Em estágio mais avançado, os tumores podem ocasionar dificuldade para urinar, sensação de não conseguir esvaziar completamente a bexiga e hematúria (presença de sangue na urina).

    O urologista ainda explica que alguns casos podem contribuir para evitar o aparecimento de um câncer na próstata. "Alguns estudos apontam que existem pessoas que recebem uma grande incidência de sol tem menor chance de apresentar a doença, assim como pessoas que fazem mais atividade sexual. No entanto, não tem nada documentado que você pode afirmar que vá prevenir o exame. No entanto, os fatores de risco são bem documentados: histórico familiar de primeiro grau, como pai ou irmão, a obesidade e a raça negra, já que os negros apresentam uma incidência maior de câncer de próstata", afirma.

    Quem está com a doença, o tratamento deve ser feito por duas maneiras: ou a prostatectomia radical ou o tratamento de radioterapia externa ou interna. O mais indicado e utilizado é a cirurgia, que apresenta maior índice de cura. "Em 50% dos casos, seja pela prostatectomia ou pela radioterapia, os homens podem apresentar dificuldades com a ereção e ter a vida sexual comprometida pela doença. Por exemplo, como quem retira a próstata não ejacula mais, ele fica impossibilitado de ter filhos de maneira natural. O que eu falo para os pacientes é que o mais importante é a cura, que alcançamos 95% de sucesso", comenta Siqueira.

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