• Assinantes
  • Autenticação
  • Saúde

    Centro Cirúrgico do HPS permanece interditado

    A interdição foi expedida pela Vigilância Sanitária na última sexta, 6, após identificar problemas estruturais graves no hospital e falta de medicamentos e insumos

    Angeliza Lopes
    Repórter
    9/03/2015
    hps

    O Centro Cirúrgico do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora permanece interditado nesta segunda-feira, 9 de março. A interdição foi expedida pela Vigilância Sanitária na última sexta-feira, 6, após vistoria feita pelo órgão de fiscalização junto com o Ministério Público (MP), que identificaram problemas estruturais graves no hospital e falta de medicamentos e insumos. Com a medida, o HPS fica impedido de realizar qualquer tipo de cirurgia, por tempo indeterminado, até que os reparos sejam sanados.

    Outro setor também interditado foi a Central de Material de Esterilização (CME). A mobilização partiu de uma denúncia feita pelo servidores municipais do hospital, representada ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina (CRM). Conforme o termo de interdição cautelar as causas seriam a falta de medicamentos e insumos, o que impossibilita a continuidade dos tratamentos, infraestrutura precária e condições higiênicas insatisfatórias, descarte de resíduos em desacordo, deficiências estruturais na sala e no centro cirúrgico, problema de funcionamento nas autoclaves e elevador de acesso danificado.

    Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informa que "todas as medidas necessárias para o pleno funcionamento do Centro Cirúrgico do HPS estão sendo prioritárias e começaram a ser realizadas antes mesmo do processo de interdição cautelar. Prova disso, é que durante a inspeção de sexta-feira, 6, o setor em questão estava passando por serviço de manutenção. Há que se ressaltar também que um novo plano de ação foi traçado para atender as adequações apontadas pela Vigilância Sanitária. Os materiais para o Centro Cirúrgico já foram adquiridos e o estoque de medicamentos está em processo final de regularização. Já o redirecionamento de pacientes está sendo feito desde a tarde de sexta para os hospitais Maternidade Therezinha de Jesus e Santa Casa de Misericórdia, ambos vocacionados para garantir o suporte ao HPS para os atendimentos de urgência e emergência do município."

    Conselhos avaliam interdição

    O secretário-executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, explica que durante a vistoria feita no HPS foram averiguados problemas graves de mofo nos centros de Esterilização e Cirúrgico, além da falta de medicamentos fundamentais para a realização de procedimentos cirúrgicos, como anestésicos e gases. "Observamos a falta de organização no fluxo de medicamentos e mesas cirúrgicas com defeito. Durante procedimento os médicos eram obrigados a aplicar anestesia total, devido a falta do anestésico com duração de seis horas", conta Ramos.

    O delegado do Conselho Regional de Medicina (CRM), José Nalon, esclarece que estes e outros problemas já tinham sido apresentados pelo Conselho ao MP e a SS, mas, mesmo assim, continuaram. Ele completa que as reformas são paliativas, para oferecer condições éticas e técnicas mínimas que resguardem o paciente, cirurgião e anestesista. "Sabemos que o prédio, por mais que tenha reparos, não estará adequado para a urgência e emergência. Mas, enquanto não são finalizadas as obras do Hospital Regional, não podemos manter a rede sem o atendimento do HPS, mas com condições de atendimento", ressalta.

    Os conselhos concordam que a redistribuição provisória para os outros hospitais credenciados poderá sobrecarregar, principalmente, o HMTJ e a Santa casa de Misericórdia. Mas, de acordo com o delegado do CRM, eles possuem condições de absorver a demanda. "Infelizmente tivemos que chegar a este ponto. Mas, além dos problemas estruturais, existem erros de imprudência por parte da subsecretária e do secretário de saúde. Servidores estão trabalhando com equipamentos estragados e falta de remédios. As tramitações burocráticas não podem afetar no abastecimento da urgência e emergência, que é necessidade prioritárias que não podem esperar", conclui Nalon.


    Conheça nossos planos e serviços

    (32) 2101-2000

    A melhor internet está aqui!

    Conteúdo Publicitário

    Envie Sua Notícia

    Se você possui sugestões de pauta, flagrou algum fato curioso ou irregular, envie-nos um WhatsApp

    +55 32 99915-7720

    Comentários

    Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.