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    Sexta-feira, 10 de julho de 2020, atualizada às 10h30

    Universidades oferecem auxílio à saúde mental durante a pandemia pelo projeto Calma Nessa Hora

    Da redação

    As regras de distanciamento e isolamento social, devido à pandemia do novo coronavírus, têm provocado mudanças na saúde física e mental das populações ao redor do globo. Com o intuito de oferecer suporte às pessoas neste momento complexo, pesquisadores de seis instituições, incluindo a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), desenvolveram o projeto de extensão “Calma Nessa Hora”. A iniciativa, voluntária e gratuita, tem como objetivo prestar acolhimento básico para quem esteja passando por situações difíceis, como estresse, ansiedade, conflitos interpessoais e depressão. Desde o início das atividades, em abril, já foram realizados mais de 2.200 atendimentos.

    Segundo o professor do Departamento de Psicologia da UFJF, Telmo Ronzani, um dos coordenadores e idealizadores do projeto, as problemáticas apresentadas têm variado desde o início da pandemia. “As queixas mais comuns são sintomas de ansiedade e alteração de humor e sono, problemas de relação interpessoal e de convivência na quarentena, de adaptação de rotina de trabalho e estudos, até alguns casos de violência domiciliar e ideação suicida.”

    O grupo de especialistas possui experiência na área de acolhimento em saúde, saúde mental e E-Saúde (relação da área com os recursos da internet), prezando a busca conjunta por intervenções baseadas em evidências científicas. Além dos supervisores, conta com cerca de 40 voluntários do Brasil, mais 30 voluntários e dez supervisores argentinos. A plataforma envolve alunos e ex-estudantes voluntários da UFJF e das universidades Salgado de Oliveira (Universo), Federal de Viçosa (UFV) e Católica de Petrópolis (UCP), Universidad Nacional de Tucumán (UNT), da Argentina, e Universidade de Berna, na Suíça.

    Atendimento

    O atendimento acontece das 8h às 22h, sempre pela internet, em formato de aplicativo de web (webapp), e funciona por meio de questionários e chats através do serviço “tawk.to”, que garante a supervisão dos voluntários em tempo real e oferece suporte para vários idiomas. Ao todo, mais de 6.500 pessoas já acessaram o site, principalmente, usuários do Brasil e da Argentina. “Aqueles que acessarem fora do horário podem deixar os dados de e-mail. Posteriormente nossa equipe entrará em contato”, acrescenta Ronzani.

    Para solicitar o acolhimento, não é necessário nenhum tipo de inscrição, havendo, inclusive, a opção de participação anônima.

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