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    Terça-feira, 22 de setembro de 2020, atualizada às 18h25

    Prefeito Antônio Almas alerta sobre segunda onda de contágios da Covid-19

    Da redação

    Na manhã desta terça-feira, 22 de setembro, pelas redes sociais, o prefeito Antônio Almas alertou sobre o aumento do número de casos relacionados à Covid-19 em Juiz de Fora. Ele ressaltou que a cidade pode estar passando por segunda onda de contágios, reforçou a importância de se seguir os protocolos de segurança e destacou que, devido ao crescimento de registros, não é hora de volta às aulas presenciais.

    Na semana de 30 de julho a 5 de agosto, o número de casos confirmados na cidade foi de 203. Na seguinte, subiu para 238, e nesta última, chegou a 358, ou seja, aumento de 120 casos em relação à anterior. “Isso é preocupante. E ainda tivemos outro agravante, em relação ao número de óbitos, repetindo o número da semana de 16 a 22 de julho, de 16 óbitos em uma semana. Estamos chegando a 200 mortes”.

    Internações

    Além disso, o número de pessoas internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) por causa do coronavírus, do dia 7 para 21 de setembro, cresceu 25%, chegando a 57 leitos ocupados. “Nós não vencemos a batalha contra o vírus, apesar de a sociedade estar agindo de maneira diferente. Precisamos manter todas as regras estabelecidas para combate à Covid. Não temos números favoráveis, e a taxa de transmissibilidade subiu para 1,6, o que significa que cem pessoas contaminadas transmitem para outras 160”, enumerou o prefeito.

    Antônio Almas explicou o porquê de a cidade não ter avançado para a “onda verde”, apesar da sinalização positiva do estado: “Essa nova onda de contágios está se dando em momento de flexibilização. Não teremos nenhum pudor em dar um passo atrás. Por isso, fomos conservadores em não dar um passo à frente, indo para a 'onda verde`, e, por isso, também, analisamos que não é o momento de volta às aulas presenciais”.

    O número de casos está maior entre os mais jovens, que, apesar de ter menor índice de mortalidade, tem alto potencial de transmissão para grupos de alto risco, como pais e avós. “Por mais que estejamos repetindo, há seis meses, sobre os protocolos de segurança, e todos sabem, tem gente que não cumpre. Vamos nos basear no instinto de preservação, solidariedade e prudência para vencer a guerra. Estamos num grande aprendizado sobre a Covid, tivemos avanços e algumas decisões se solidificaram”, afirmou o prefeito.

    Entre essas ações, ele destacou o isolamento social, pedindo, mais uma vez, para quem puder ficar em casa, que fique, e quem precisar sair, só com segurança. Outras ações, que têm mostrado resultados positivos na prevenção, são o uso correto de máscara, e a higienização das mãos e superfícies de contato. “Se mantivermos todas essas ações, podemos todos nos ajudar. Ao me respeitar, estou respeitando o outro. O acordo de paz, que significa o fim da guerra, ainda não foi assinado”, reforçou Antônio Almas.


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