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    Ana Stuart Ana Stuart 28/02/2008

    Hiperatividade e a droga

    A nomenclatura utilizada hoje para a hiperatividade é o TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade - que é um transtorno neurobilógico, vinculado a uma lesão cerebral mínima.

    Sendo caracterizada como uma síndrome de conduta, por possuir como sintoma principal a atividade motora excessiva.

    Ilustração de uma mulher de luto Existe também o Distúrbio de Déficit de Atenção sem Hiperatividade. E diferente do TDHA é a hiperatividade de fundo social, aquela em caracteriza crianças opositoras e desafiadoras, com comportamento agressivo - quando este causado por famílias com alto grau de agressividade nas interações, podendo até ser funcionais... embora seja raro, pois, normalmente são famílias desfuncionais.

    O bebê já manifesta estes sintomas quando chora muito e sem parar, é inquieto e desatento. Os pais devem logo procurar ajuda médica para o diagnóstico da hiperatividade.

    Quando isso não é feito, a criança vai crescendo com dificuldades escolares. Os pais achando que é uma criança problema, sempre com queixas no âmbito sócio-familiar. Empregada não pára, reclamações constantes da escola, a família evita sair, visitar, viajar.

    O casal começa a se desentender, a criança passa a receber mensagens duplas dos pais, pois um corrige, o outro desautoriza. Por fim, já não sabem como colocar os limites que, para o hiperativo, são inexistentes.

    Bater aguça a raiva e a rebeldia; colocar de castigo, ele não fica; colocar para pensar, ele não consegue.

    Aí vem outro drama, que é medicar ou não. Os avós normalmente não concordam, os pais temem o estigma do filho que toma remédio controlado. Os mais naturalistas se enveredam pela homeopatia, mas uns palpitam que é demorado e sem paciência interrompem, mesmo porque o hiperativo não se lembra de tomar o medicamento e acaba dando mais trabalho para o cuidador.

    E aos trancos e barrancos chegamos na pré-adolescência do hiperativo, que não agüenta mais ser o diferente.

    Ele pode ser tímido ou falante compulsivo. Vai experimentar o álcool e vai se sentir mais calma. Que sensação boa!... Nem que seja por curiosidade vai experimentar a maconha e se sentir zen e por aí vai.

    Hiperativos são carentes dos neurotransmissores e é quando o usuário sento o alívio. Não significa que todo hiperativo se tornará um consumidor de drogas, mas as probabilidades são maiores, pelo perfil de impaciência, sentir-se desafiado diante do limite, intolerância perante a frustração, tendências depressivas, auto-estima baixa, famílias fesfuncional, sensação interna de inquietude.

    Tudo isso poderá vir à tona junto e então poderemos ter o Adolescente Vulcão em Erupção.


    Ana Stuart
    é psicóloga e terapeuta familiar

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