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    É proibido fumar em locais coletivos Apesar de dividir área de fumantes e não fumantes, estabelecimentos de Juiz de Fora não cumprem regras da lei anti-tabagista. Cliente pode reclamar

    Renata Solano
    *Colaboração
    08/01/2008

    Inúmeros problemas e distúrbios funcionais e biológicos podem ser causados por causa do cigarro. "Câncer, doenças coronarianas, cerebrovasculares, pulmonares obstrutivas crônicas, aneurismas arteriais, úlceras do trato digestivo e infecções respiratórias são exemplos de patologias geradas pelo uso indiscriminado do tabaco", afirma o médico pneumologista Fernando Ferreira Salles.

    Responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão, o fumo é também um desencadeador de outros tipos de câncer como de boca, de laringe, de faringe, de esôfago, de pâncreas, de rim, de bexiga e de colo de útero.

    Uma análise de dezoito estudos epidemiológicos realizados com não-fumantes expostos a ambientes poluídos por fumaça de cigarro, foi publicada em uma das revistas mais importantes da medicina, a New England Journal of Medicine.

    Segundo a pesquisa, os fumantes passivos apresentaram maior risco de doença coronariana do que os não-fumantes não expostos à fumaça de cigarro, e o risco foi maior em homens e mulheres expostos à fumaça no ambiente de trabalho ou no lar. Dessa forma, verifica-se que muitas vezes o não-fumante exposto à fumaça do fumo é também uma vítima do tabaco e afins.

    Em Juiz de Fora, alguns estabelecimentos oferecem a oportunidade de o cliente escolher entre a área de fumante e a área de não-fumante, mas nem sempre estão de acordo com as regras estabelecidas pela lei. A atendente de uma churrascaria da cidade, Tatiana Silva, confessa que o estabelecimento segue o mínimo das normas estabelecidas pela lei. "Temos área restrita para fumantes e para não-fumantes, mas ela não é separada, a única coisa que oferecemos é o uso de um ar condicionado específico que suga a fumaça do cigarro", descreve.

    foto da advogada A advogada Isabela Rodrigues Veiga esclarece que a lei federal é bem clara e estabelece expressamente a proibição do uso de qualquer produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, seja privado ou público.

    "A exceção a esse preceito só acontece quando o estabelecimento destina uma área exclusiva para fumantes. Nesse sentido, se porventura essa norma não for obedecida, aqueles que se incomodarem com o uso do cigarro em ambiente inapropriado poderão reivindicar o direito garantido através das disposições legais", afirma.

    Lei antitabagista no Brasil e no mundo

    Nos Estados Unidos da América, muitos estados e condados já contam com uma rigorosa legislação sobre o uso do tabaco. Essa legislação vem sendo disseminada por todo o país por causa da crescente preocupação com os danos causados pelo cigarro.

    O intuito é fazer com que os cidadãos deixem de fumar em repartições públicas, restaurantes, parques, praias, ginásios e estádios abertos. A medida prevê uma multa de US$ 100 para quem estiver fumando nas ruas, sendo permitido aos moradores e visitantes fazê-los apenas em jardins, pátios e espaços privados.

    A fiscalização será realizada pela polícia, que aplicará uma prévia advertência aos infratores, e vai multar, num primeiro momento, somente os reincidentes.

    No Brasil, através da Lei número 9.294, de 15 de julho de 1996, fica estabelecido o uso de drogas como álcool e fumo, bem como sua propaganda na mídia brasileira. Confira:

    Foto de fumante em bar Art. 2°: É proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente.

    § 1° Incluem-se nas disposições deste artigo as repartições públicas, os hospitais e postos de saúde, as salas de aula, as bibliotecas, os recintos de trabalho coletivo e as salas de teatro e cinema.

    § 2° É vedado o uso dos produtos mencionados no caput nas aeronaves e veículos de transporte coletivo. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.190-34, de 2001)

    Em Brasília, a lei está em vigor, mas não tão rigorosa quanto consta no papel. "Lá em Brasília, muitas pessoas continuam fazendo o uso do cigarro em locais públicos, a questão é que os donos de restaurantes, boates e bares entraram com um recurso e conseguiram amenizar a lei. Dessa forma, os lugares que possuem um ambiente aberto podem tolerar a presença dos fumantes novamente", conta o ex-morador da capital, Alzir Carvalhaes Fraga.

    *Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF

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