Terça-feira, 18 de novembro de 2008 atualizada às 18 h

Biblioteca de Obras Raras da Fundação Museu Mariano Procópio passa por ações de conservação preventiva



Daniele Gruppi
Repórter

O acervo da Biblioteca de Obras Raras da Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro) passa por ações de conservação preventiva. O coordenador das atividades, conservador-restaurador, Aloísio Arnaldo Nunes de Castro, afirma que ao longo de 2008 cem obras são preservadas, selecionadas entre os mais de seis mil exemplares que compõem a Biblioteca. Estudantes do Curso de Artes e Design, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) participam do projeto.

Segundo Castro, o critério de seleção das obras foi baseado em dois aspectos: raridades e constituição material. Algumas se destacam pela riqueza ou estilo do tipo de encadernação, como imperiais brasonadas. Além de serem edições de tiragem reduzida, ou enriquecidas por ilustrações originais de artistas consagrados.

Há obras com dedicatórias feitas por pessoas de renome intelectual ou artístico, com notas manuscritas por figuras ilustres ou intelectuais, como D. Pedro II, livros que despertam a atenção pela sua constituição material por meio do emprego de materiais específicos, tais como pergaminho, madrepérola, madeira, fios de ouro e tecidos nobres.

Foto de pessoas mexendo no acervo da Biblioteca Dentre as obras, estão a publicação francesa Les Saints Evangiles, de 1873, constituída por dois tomos ilustrados com 127 gravuras em metal, nas técnicas de água-forte e talho doce. As gravuras apresentam desenhos de M. Bida alusivos aos trechos bíblicos e foram impressas por M. A. Salmon.

Outras duas obras relevantes são o Manual da Missa e da Confissão, encadernação de casca de tartaruga, contendo figura de Cristo na pasta anterior e monograma de Maria Amália, esposa de Mariano Procópio Ferreira Lage; e The Illustrated Bouquet, periódico de botânica inglês, publicado entre 1857 e 1864, encadernação ornamentada com madrepérola e metal, lombada em couro e guarnição e fecho de metal.

Castro afirma que a constituição orgânica das obras dificulta as medidas de conservação, já que estão em constante processo de decomposição."Cada exemplar requer uma ação individual", ressalta. Para retardar o envelhecimento, os exemplares passam pelo acondicionamento. Antes, entretanto, são higienizados, realizando-se "pequenas reconstituições, reintegração estética, hidratação e polimento de encadernações com papéis de pH neutro, evitando-se que as gravuras originais danificassem as páginas subseqüentes".

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