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    Museu ensina história do desenvolvimento da vida
    Através de fósseis originais, minerais, rochas e animais empalhados,
    museu vai da pré-história aos tempos atuais


     

    Priscila Magalhães
    Repórter
    03/07/2008

     

    O Museu de História Natural está localizado no centro de Juiz de Fora (Rua Halfeld, 1179) e mostra, através de 1.300 peças, a história da evolução da vida no planeta.

    A história é contada através de minerais, rochas, animais empalhados e fósseis. "O foco é a história da natureza, por isso, se chama história natural", explica o professor e coordenador do museu, Bruno Larcher.

    A demonstração começa há cerca de três bilhões de anos, na pré-história, e segue até os dias atuais, onde o homem é a presença mais jovem.

    O museu começou a ser montado em 1920, mas passou por um momento em que quase foi fechado. A partir de 1989 foi reestruturado e aberto ao público. Tanto as 1.300 peças que estão disponíveis aos visitantes, quanto as cerca de 30 mil que compõem a reserva técnica foram adquiridas de várias partes do país e também do exterior, principalmente da Europa.

    Foto da saia de índio Foto do cocar Foto de acessórios de índios

    As peças que mais chamam a atenção do público são os fósseis originais, como o osso da nuca de uma baleia (foto acima à esquerda) que, segundo Larcher, está há mais de um milhão de anos em processo de fossilização. Porém, ele não tira a importância das outras peças. "Todas elas têm importância, já que estão inseridas no processo histórico".

    O aprendizado acontece no sentido da evolução. Dessa forma, os minerais e rochas são apresentados primeiro. Este acervo é composto por pedras preciosas e semi-preciosas. Segundo a aluna de Ciências Biológicas e estagiária no museu, Sônia Carvalho, elas foram coletadas em excursões e outras foram doadas.

    Foto da saia de índio Foto do cocar Foto de acessórios de índios

    O próximo passo é conhecer a vitrine dos vermes, onde há solitárias, lombrigas, esquitossomas e planárias. Depois, vem os moluscos terrestres e aquáticos, com e sem concha, como a lula, que tem concha interna, e o polvo, que não tem concha. Os anelídeos são representados pelas minhocas, sanguessugas e os poliquetos que vivem no mar. Na vitrine dos artrópodos há insetos, aracnídeos, como aranhas e escorpiões, e crustáceos, como caranguejos, siris, lagostas e camarão.

    O aprendizado continua com a visita à vitrine que representa o ambiente de beira de praia. Neste local pode-se encontrar animais como a estrela do mar, as bolachas e os moluscos. Da beira da praia passa-se para o fundo do mar, habitado por moluscos, crustáceos, peixes, algas, tubarões e tartarugas. Ainda representando a evolução, há a representação dos anfíbios, dos répteis e uma coleção que mostra a evolução dos primatas, até chegar ao homem nos dias atuais.

    Foto da saia de índio Foto do cocar Foto de acessórios de índios

    Alguns animais foram embalsamados e ficam à disposição do público. A maioria deles é de espécies da Zona da Mata Mineira, mas também podem ser vistos jacarés, piranhas, tubarões e pavão. Alguns foram empalhados no próprio museu.

    Para Larcher, o Museu de História Natural é um pólo de cultura, que recebe estudantes de toda classificação e de todos os tipos de escola. "É um compromisso que temos com a comunidade de dar cultura sem cobrar ingresso".

    Para visitas monitoradas a grupos, basta entrar em contato com o Museu pelo telefone (32) 3249-7761. O espaço funciona de segunda à sexta-feira, de 07h às 12h e de 13h às 18h. Para as visitas em grupos, o funcionamento também acontece aos sábados e domingos.

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