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    Em busca da estabilidade


    Concursos públicos oferecem garantia de bons empregos,
    mas exigem persistência por parte do candidato

    Chico Brinati
    Repórter
    27/10/05

    O técnico judiciário, Emerson Moreira (foto ao lado), fez concurso público pela estabilidade que o emprego lhe garantiria. E não se arrependeu. "Estudei durante cerca de dois anos, oito horas por dia. Tive que me abdicar de muitas coisas, mas, hoje, tenho uma série de vantagens nas minhas condições de trabalho em relação a um trabalhador comum. Valeu a pena, faria tudo de novo", comenta.

    Concursado desde 1998, quando ficou em segundo lugar na classificação da prova, Emerson ressalta como principais benefícios a estabilidade no emprego, o salário regular, o respeito da carga horária, as folgas nos finais de semana e feriados.

    O lado negativo, segundo ele, seria a rotina de trabalho, fazer todo dia a mesma coisa. "Temos que buscar motivação. O fato de saber que está prestando um serviço público importante, para a população já é muito recompensador", alega.

    Antes de ser aprovado, ele havia feito mais de dez concursos, todos mais concorridos do que aquele que passou. Para ele, o fundamental para a aprovação é a organização e a determinação. "Faça um plano de estudo, tenha muita abnegação das coisas que possam te atrapalhar, tenha, principalmente, confiança. Lembre-se que este esforço vai te projetar a uma estabilidade", orienta.

    A carga horária do seu trabalho permite que faça outras atividades. Isso, segundo ele, é de suma importância para não deixar que a rotina do serviço público "sufoque" sua criatividade, sua vocação para outras áreas. "Temos que pensar na qualidade de vida também", confessa. A dica para quem quer enfrentar a batalha para fazer um concurso público? "É aquela velha receita: confiar e estudar. Mas também é importante saber avaliar o seu desempenho e ver se está valendo a pena continuar estudando ou não. Tem pessoas que passam anos estudando e não são aprovadas, devido a concorrência. Elas nem notam que estão perdendo sua vida profissional e pessoal. Tem que aproveitar mais e se dedicar àquilo que gosta", conclui.

    "Ganhou, mas não levou"

    A representante de laboratório, Vera Lúcia Altomar (foto ao lado), passou em um concurso público em 1998, mas até hoje não foi chamada para trabalhar. "Esperei quatro anos, depois disso, perdi a esperança, já passou muito tempo", alega. Mesmo desempregada na época, Vera diz que não estudou muito para ser classificada. "Não tinha muito tempo, pois estava com um filho pequeno em casa", comenta.

    Ela já prestou prova para cinco concursos e ainda está fazendo um curso preparatório a espera de novos editais. "O tempo é curto. Cuido dos filhos, da casa, trabalho fora... Minha rotina de estudo se resume à tarde de sábado", completa. Ela recomenda às pessoas que passarem, a não deixarem de estudar ou trabalhar por causa da aprovação. "A gente fica na expectativa de ser convocada e quando não é, gera uma frustração. O importante é passar, mas passar bem classificado", lamenta.

    Longo caminho

    Já o secretário de um curso preparatório para concursos públicos, Leandro Henrique do Carmo (foto ao lado), formou-se em engenharia elétrica, mas preferiu estudar mais, para se preparar para uma aprovação num emprego que lhe garantisse estabilidade financeira. "As pessoas que estão estudando para concurso, mesmo as que já possuem curso superior, devem tentar, primeiramente, passar numa prova menos concorrida para se garantir. Depois, ela pode continuar se preparando para um concurso top com mais tranquilidade", comenta.

    O esforço e a persistência são fundamentais para conseguir a aprovação. "As pessoas têm que mudar a cultura de estudar só quando sai o edital. Tem que estudar sempre, ser concurseiro, aquela pessoa que frequenta cursinhos todo o ano", explica.

    Seu argumento é que, na maioria das vezes, não dá tempo de estudar todo o conteúdo, pois o prazo entre o lançamento do edital e a prova é curto. "Quem deixa para estudar só nesse momento, acaba sendo ultrapassado por quem já está se preparando há mais tempo", diz.

    No seu caso específico, o estudo, no entanto, está restrito às horas vagas do trabalho. Problema que atinge grande parte das pessoas que pretendem fazer o concurso, mas com a necessidade de trabalhar, não têm tempo disponível. Leandro já fez três provas, e não conseguiu a aprovação. "Sei que tenho que mudar a minha rotina de estudo e que esse caminho é longo, algo para eu passar daqui a três ou quatro anos. Mas sabendo estudar, acredito que consigo", confia.

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