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    Designer de jóias É preciso ter visão de futuro...

    Ricardo Corrêa
    Repórter
    02/12/2005
    O designer de jóias e bijouterias Luiz Fernando Ribeiro fala sobre o que pensa da profissão que escolheu. Clique ao lado e veja!

    Veja!

    "Aquele capaz de transformar idéias em produtos; o intangível no tangível". Essa pode ser uma das inúmeras definições para a função de designer. Uma mistura de arte e ciência, teoria e técnica. Mais do que isso, o designer, e principalmente o designer de moda, precisa saber, acima de tudo, visualizar o futuro. Estar a frente de seu tempo.

    É a partir dessa análise do que será tendência que um designer pode trabalhar, representar de fato o que está em sua cabeça. E para isso, é importante que ele esteja antenado e se preocupe com os detalhes. É também o caso de um designer de jóias ou bijouterias que, muitas vezes, vai ter que lidar com peças pequenas, mas que fazem uma grande diferença.

    Antes de habilidade manual, é preciso ter feeling. É o que pensa Luiz Fernando Ribeiro (foto abaixo), que trabalha desenhando bijouterias e jóias há 15 anos. Arquiteto por formação ele sempre entendeu que os acessórios eram um ponto fraco, que poderiam ser muito melhor utilizados. Começou, gostou e passou então a fazer cursos e se especializar. À toda a sensibilidade que adquiriu no curso de arquitetura, alia uma boa dose de conhecimento. E não é necessariamente sobre moda e grandes desfiles.

    "É preciso ter uma visão do futuro e pensar no que a mulher quer. Está tudo muito ligado. Economicamente, politicamente, tudo faz diferença", diz ele, associando até mesmo atentados terroristas ao fato de as pessoas quererem se enfeitar mais.

    Prever o futuro significa também trabalhá-lo. O que significa que um designer de jóias vai passar uma estação já trabalhando o que vai ser moda na próxima. Nesse ritmo ele gasta 12 horas por dia, dividindo o tempo entre criação, administração de seu negócio e da imagem dele.

    É bem comum ver arquitetos ou artistas trabalhando com design de moda. E com as bijouterias e jóias não é diferente. Simone Gouvêa (foto ao lado) é artista plástica e não abandonou as obras de arte. Parte delas, no entanto, de um ano para cá, são menores e usadas no dia-a-dia. Ela explica que gostar de moda, claro, é fundamental.

    O trabalho de um designer é basicamente criar, mas muitas vezes eles colocam a mão na massa também para executar, por isso Simone ressalta que a habilidade manual ajuda muito. Para isso existem cursos ministrados em escolas das capitais. Mas é a criação que de fato toma mais tempo.

    "Desenhar demora mais. É preciso ter noção de cor, espaço. Eu tenho mais de 200 tipos de missanga e tenho que definir exatamente o que vou usar. Então eu desenho no papel, analiso o material e depois vamos partir para a montagem".

    Crise como motivação

    Além dos profissionais, artistas e pessoas já ligadas à arte, muita gente se rendeu aos encantos do design de jóias e bijouterias nos últimos anos. E Luiz Fernando Ribeiro tem uma explicação na ponta da língua para isso: crise. De acordo com ele, é a possibilidade de ganhar dinheiro que faz com que muitas pessoas procurem cursos, ou comecem a fazer bijouterias por conta própria. Satisfeito com a concorrência ele explica como não perder espaço nessa hora:

    "Hoje os produtos são mais acessíveis a todo mundo então temos que fazer diferença. Então buscamos fazer peças exclusivas, individualizadas. Normalmente as pessoas nos procuram, trazem desenhos dos vestidos e nós fazemos produtos cada vez mais exclusivos. Então tem que ter um estilo próprio", diz ele.

    Embora muitos dos grandes criadores mundiais sejam homens, segundo Luiz Fernando Ribeiro, hoje tanto homens quanto mulheres trabalham igualmente com as peças. Simone Gouvêa ressalta, no entanto, que as mulheres procuram mais a profissão hoje em dia.

    "Uma prova disso é que fizemos uma seleção para contratar uma pessoa há pouco tempo e dos dez inscritos nove eram mulheres", lembrou ela.

    Mais dicas

    A ACESSA.com entrou em contato com importantes nomes do design de jóias no Brasil. Alguns deles aceitaram dar as dicas para quem está querendo começar na profissão. Valéria Sá, por exemplo, cria peças em metal e cera, em Porto Alegre (RS). Entre as muitas jóias que a designer criou, está um crucifixo para o cantor Lenny Kravitz, que esteve recentemente no Brasil. Valéria diz que a profissão de designer de jóias é um tanto nova, já que antigamente quem trabalhava com jóias eram apenas os ourives. Além do número de pessoas, mudou também o número de possibilidades de criação.

    "Passamos da utilização do ouro, prata e platina para uma gama de gemas, matérias orgânicas, tecidos e tudo quanto a imaginação inventar", explica ela que ressalta a importância da profissão.

    "É uma profissão alegre, lida-se com o criar, com as vaidades e até mesmo com temas sérios como crenças e religiões, pois é assim que as tribos se expressam, mas exige muito estudo, pesquisa, aperfeiçoamento e amor", termina.

    Maria José Rosa Ribeiro da Silva é de São José do Rio Preto, SP. Formou-se em artes plásticas e depois foi fazer um curso de designer de jóias no Senac da cidade. Foi assim que começou sua carreira. A designer foi vencedora da Etapa São Paulo do XII Prêmio IBGM de Design e participou de outros concursos importantes como o da "Vogue Gioiello" e da "Samshim". Ela concorda com os colegas na idéia de que o designer tem que estar sabendo de tudo.

    "Acredito que ser designer de jóias seja antes de tudo lidar com criatividade, ser antenado com as tendências mundiais no meio joalheiro, da moda e das artes em geral. O bom profissional é aquele que além de talento, opta por aperfeiçoar-se cada vez mais, através de cursos, leituras, participação em feiras e eventos do setor. Apesar de ainda não ser regulamentada a profissão (está em andamento no Congresso) quem escolhe este caminho e a ele dedica-se com afinco tem chances de sucesso, pois o Brasil já está sendo reconhecido lá fora pelo talento de nossos designers", diz ela que aproveita para dar dicas básicas para quem quer seguir a profissão.

    Confira algumas dicas de Maria José Ribeiro:
  • Gostar de arte em geral, ter facilidade para expressar-se através de desenho artístico e técnico
  • Fazer cursos na área de joalheria e conhecer se possível novas tecnologias (área de computação gráfica)
  • Estar em dia com as novidades e tendências do setor joalheiro, da moda e artes, através de revistas, livros e sites especializados
  • Onde cursar designer de jóias
  • Em São Paulo:
  • (Espaço Mix) , Escola de Arte e Joalharia
    Associação Brasileira de Gemologia e Mineralogia - São Paulo
    Tel: 11 3231-0916 - Fax: (11) 3259-9801
    contato@abgm.com.br
    Escola de Joalheria (Arte e Ofício)
    Tel/fax: (11) 5072.9509

  • No Rio de Janeiro:
    Universidade Veiga de Almeida (UVA) - Rio de Janeiro

  • Em Belo Horizonte:
    Núcleo de Formação e Treinamento em Joalheria do Senai de BH
    Av. Presidente Antônio Carlos, 561 - Lagoinha - Belo Horizonte
    Tel: (31)3422-5023 / 3422-5040 Fax: (31)3422-5026
    arg@fiemg.com.br

    Patrícia Amorim e Sonaya Cajueiro
    Tel.: (31) 9981-7969 / 8899-9186

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