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    Servidores da UFJF anunciam a possibilidade de greve Paralisação das atividades pode começar na segunda quinzena de março
    e início de abril, mas ainda será discutida em assembléia

    Renato Costa
    Colaboração*
    29/01/2007

    Já é quase uma tradição que o calendário de aulas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) tenha que ser revisto todo ano, em função das greves. Em 2007, a rotina pode ser a mesma, logo no começo das aulas do primeiro semestre letivo.

    Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFJF (SinTUFeJuF), Paulo Dimas (foto), existe a possibilidade de paralisação ainda este ano.

    "As greves na UFJF têm sido anuais. Em 2006, não aconteceu devido à dificuldade de mobilização com a Copa do Mundo e Eleições. Mas, neste ano, há a possibilidade de que o movimento seja deflagrado entre a segunda quinzena de março e o início de abril", diz. Um dos motivos que pode levar os servidores à greve deste ano é a revisão dos Planos de Carreira, que estão abaixo das expectativas, segundo eles.

    Greves na UFJF
    Foto da greve de 2001 O movimento grevista na UFJF existe há décadas, ganhando força com o Movimento Mobilização e Luta, quando o SinTUFeJuF ainda era a Associação dos Servidores da UFJF. Segundo Paulo, a adesão no início não era tão grande. "No começo, os funcionários não aderiam a movimentos grevistas, mas com o tempo isso foi se transformando. Uma das greves mais importantes foi na década de 80, que durou de setembro de 1985 a janeiro de 1986", conta.

    Para o coordenador do Sindicato, a deflagração de uma greve não é um ato isolado. "A decisão parte da Fasubra (Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), e cada sindicato se reúne e avalia se adere ou não ao movimento. Em Juiz de Fora, o SinTUFeJuF tem entrado em todas as greves, com adesão de 80% do pessoal", explica. "O Sindicato não é favorável às greves de maneira imediata, mas é o instrumento que temos para poder pressionar o governo", explica.

    Já a greve dos professores nem sempre acontece em conjunto com a dos funcionários, pois são decididas separadamente. "Já ocorreu dos professores pararem e nós continuarmos trabalhando, e vice-versa. A paralisação das duas categorias ao mesmo tempo acontece quando as reivindicações são próximas, como a questão de contratação de pessoal por concurso público", explica Paulo.

    Os estudantes
    O Coordenador do Movimento Estudantil do DCE, Jonas Tiago, comenta que a greve não é apreciada pelos alunos, mas também não é ignorada. "A paralisação das aulas nunca é bem vinda para os alunos. Mas com a situação dos servidores e professores, o DCE se posiciona do lado dos trabalhadores", diz.

    Renato Costa é estudante do 10º período de jornalismo da UFJF

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