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    O café nosso de todo o dia
    Prós e contras da bebida mais popular do Brasil

    Ana Letícia Sales
    31/07/02

    Para ficar acordado, servir às visitas, esquentar nos dias frios, preparar drinks gelados ou só para esperar o tempo passar. Quem não quer um café em um momento desses? Ele é o mais pedido para aqueles que passam as madrugadas acordados, como vestibulandos ou porteiros. E ainda vai bem para quem acorda e pega no batente cedo ou simplesmente para acompanhar aquele pão quentinho do café da tarde. Apesar de todos esses pontos positivos, o café ganhou uma certa má fama. Falava-se nos males da cafeína para quem consumia diariamente a bebida. Mas atualmente há uma grande campanha para trazer o cafezinho de volta à mesa do brasileiro, sem culpa.

    Em uma pesquisa apresentada pelo professor da UFRJ, um dos maiores estudiosos do assunto no Brasil e criador do Institute for Coffee Studies na Universidade Vanderbit (EUA), Darcy Roberto Lima, são apresentadas as evidências da utilidade do café para o ser humano. O professor estuda o café há mais de dez anos, tendo publicado diversos trabalhos e livros. A pesquisa sobre o café, realizada no Instituto de Neurologia da UFRJ, foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores coordenados pelo professor Darcy. Os pesquisadores acompanharam durante uma década mais de 100 mil estudantes de dez a 20 anos. A conclusão foi que os jovens que tomavam café diariamente apresentavam menor incidência de depressão, alcoolismo e dependência química.

    Conclusões que animam
    Segundo as conclusões da pesquisa, o café realmente estimula o cérebro. Além da famosa cafeína, a bebida apresenta componentes como os ácidos clorogênicos (ainda não encontrados em outras bebidas) e a lactona, que também beneficiam o cérebro. Está comprovado que o consumo diário de café faz com que o cérebro esteja mais atento para as atividades intelectuais, além de estimular a memória e a concentração. Beber café diariamente também diminui a ocorrência de apatia e depressão. A bebida pode até mesmo prevenir o consumo de drogas e álcool. Por ter ação vasodilatadora, ajuda, por exemplo, a combater a enxaqueca. Existem ainda estudos que relacionam essa substância a uma menor ocorrência do mal de Parkinson.

    Segundo Lima, os ácidos clorogênicos ajudam a estabilizar a química cerebral. As alterações na atividade cerebral levam a mudanças de humor que podem causar depressão. Essas oscilações também podem fazer a pessoa buscar a compensação no álcool e nas drogas. Os estudos de Lima já estão produzindo resultados. Desde o início de 2002, 5,6 milhões de crianças que estudam na rede pública do estado de Minas Gerais tomam café com leite na hora do lanche. A meta é fazer isso no país todo.

    Exagero pode fazer mal
    Mesmo com tantas qualidades ainda é preciso ter cautela com o consumo. O exagero pode levar a sérias conseqüências. As ocorrências mais comuns de beber muito café são: aborto, diarréia, episódios de pânico (em quem já tem síndrome de pânico ), gastrite, insônia, taquicardia e tremores. O consumo ideal é de até dez xícaras de café (50 ml) por dia (a não ser em caso de contra-indicações médicas). E como se trata de uma bebida estimulante deve ser consumido, de preferência, durante o dia.

    Quantidades de café sugeridas:

    • De seis a dez anos: 3 xícaras por dia
    • De dez a 20 anos: 6 xícaras por dia
    • De 20 a 60 anos: 9 xícaras por dia
    • Acima de 60 anos: 6 xícaras por dia
    O consumo das quantidades sugeridas deve ser distribuído durante o dia, sendo que os melhores períodos são o início e o meio da manhã e o início e o meio da tarde.


    Fontes:
    - Site Café na Rede - www.cafenarede.com.br
    - Revista VOCÊ S.A. - Março 2002.

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