Segunda, 18 de junho de 2007, atualizada às 18h58

Greve dos servidores da UFJF gera impacto no número de consultas, exames e tratamentos no HU


Renata Cristina
Réporter
04/06/2007

A greve dos servidores da Universidade Federal de Juiz de Fora já gera impacto nos estabelecimentos de saúde geridos pela instituição. Consultas, exames e tratamentos só estão sendo realizados em caráter de urgência, enquanto que novas internações não devem ser aceitas pelo hospital, até o final da greve.

No Centro de Atenção à Saúde (CAS), o atendimento está restrito aos pacientes com HIV, aos serviços de nefrologia e também aos de quimioterapia, até a décima sessão.

"Aguardamos as negociações em Brasília", esclarece Heloísa Helena, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFJF (Sintufejuf). Uma reunião do Comando Nacional de Greve e o Ministério da Educação está prevista para a quarta-feira, dia 06. Na mesma data, os servidores se reúnem em assembléia no Restaurante Universitário - Centro, para uma avaliação do movimento em Juiz de Fora.

Além do reajuste salarial, a classe pretende conseguir a reestruturação da tabela de salários-base e garantir o direito de greve, abalado pelo projeto de lei , que prevê novas regras para greves no funcionalismo público.

O grupo reivindica, ainda, igualdade de direitos entre servidores ativos e aposentados, concursos públicos para as universidades e a retirada do Projeto de Lei Complementar PLP 01/07 do Congresso Nacional - considerada por eles como uma proposta que limita o crescimento real da folha de salários dos servidores em 1,5%, assim como gastos com recursos humanos no serviço público. A greve também acontece contra a proposta de transformação dos hospitais universitários em fundações estatais de direito privado.

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