Policial penal será indiciado por homicídio doloso nas imediações da penitenciária

Durante coletiva de imprensa, o delegado Rodrigo Rolli explicou sobre as apurações do caso

da Redação - 20/10/2021

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu as investigações relativas à morte de um homem de 32 anos, vítima de homicídio ocorrido nas imediações da Penitenciária José Edson Cavalieri, no dia 29 de maio, em Juiz de Fora. Um suspeito de 42 anos, policial penal, será indiciado por homicídio doloso, após investigação realizada pela Delegacia Especializada de Homicídios. 

Durante coletiva de imprensa, o delegado Rodrigo Rolli explicou sobre as apurações do caso. Inicialmente, oito policiais penais alegaram que estavam de serviço, quando ouviram barulho de disparo de arma de fogo e teriam revidado, na época, com disparos de arma não letal, de borracha.  Na ocasião, eles também foram ouvidos e entregaram à Polícia as armas de uso profissional de calibre.40. “Contudo, a necropsia conseguiu constatar e retirar do interior do crânio da vítima um projétil de uma arma - calibre 380-, que não condizia com os depoimentos a princípio prestados pelos agentes”, contou. O andamento da investigação, levantamentos realizados pela Delegacia Especializada de Homicídios e o trabalho da Polícia Técnico-Científica em Belo Horizonte resultaram na apuração do caso.

Conforme o delegado, o suspeito - um dos agentes- confessou de forma concreta, real e efetiva a prática do crime, que teria sido cometida com uma arma de uso pessoal. “Inclusive, quebrando uma regra de procedimento administrativo de segurança do sistema prisional, haja vista que é proibida a entrada de armas de uso pessoal no interior daquele estabelecimento prisional”, explica, complementando informações sobre o depoimento do investigado que alegou que estava no refeitório e teria ouvido os disparos da troca de tiros. Segundo o homem, ele teria ido até o vidro do refeitório, percebido a situação e efetuado o disparo com o intuito de se defender, mas responderá por homicídio com dolo eventual. “Ele não queria aquele resultado, mas assumiu o risco a partir do momento que efetuou o disparo”.

Segundo a autoridade policial, o inquérito policial será relatado até o final desta semana e, posteriormente, remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

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