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    O outro lado do aprendizado de História Livro relata as razões para o ensino de História ter um aspecto negativo em algumas salas de aula. Para a autora, o problema ultrapassa o ambiente escolar


    Marinella Souza
    *Colaboração
    Madalena Fernandes
    Revisão
    16/10/2008

    Entender os caminhos que levam professores e alunos a se desinteressarem pela disciplina de História. Esse foi o motivo que levou a professora do curso de pós-graduação da faculdade de Educação da UFJF, Sônia Regina Miranda, a se dedicar por três anos e meio à tese de doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defendida em 2004, e que resultou no livro Sob o Signo da Memória.

    Considerando que essas professoras não são formadas em História - para lecionar de 1ª a 4ª série só é exigida a formação em Pedagogia -, a primeira questão que lhe veio à mente foi: de onde elas tiram esse conhecimento? Para entender o processo, Sônia mergulhou na análise do contexto cultural em que elas estavam inseridas.

    Foto da página do livro
 Sob o Signo da Memória Sua proposição inicial era de que escolas com rendimentos diferentes apresentariam diferentes níveis de saber, mas com o desenvolvimento da pesquisa, essa tese caiu por terra. "Isso não ocorreu, o desempenho dos professores é muito semelhante nessas escolas, o que muda é o critério de valoração".

    Sônia analisou duas escolas em cidades diferentes cujos nomes ela não revela. "Como trabalhei com ensino público isso poderia gerar algum constrangimento. Criei pseudônimos para essas cidades. Em uma delas pesquisei a única escola que a cidade oferecia, na outra, o alvo foi a escola mais antiga".

    Segundo Sônia, a análise do contexto cultural de cidades com diferentes índices de desenvolvimento apresentam diferentes relações com o passado e isso interfere diretamente na forma como essas professoras trabalham a História dentro de sala de aula.

    "Uma cidade que teve um passado brilhante e hoje se encontra em decadência tende a negar esse passado. Dessa forma, o rendimento das crianças e das professoras acompanha esse discurso de desvalorização", explica.

    Expectativa

    Sônia espera que Sob o Signo da Memória possa ajudar professores e coordenadores pedagógicos que atuam nas escolas a entenderem melhor o ensino, na medida em que é dividido em duas partes.

    Foto de Sônia Regina Miranda Na primeira, ela discorre sobre como ensinar História e na segunda, apresenta a pesquisa propriamente dita, que leva à reflexão sobre o processo de ensino da disciplina.

    Mas não é só isso, Sônia acredita que Sob o Signo da Memória ultrapassa os limites da sala de aula. "O livro deixa em aberto que ensinar/aprender História transcende o nível escolar e afeta as políticas de preservação da memória e da cultura", avalia.

    O livro conta com 232 páginas, divididas em quatro capítulos em que a professora discorre detalhadamente sobre a pesquisa realizada e aponta os resultados obtidos.

    O livro Sob o Signo da Memória vai ser lançado no dia 16 de outubro de 2008, às 19h, no MAMM, que fica à rua Benjamin Constant, 790 - Centro.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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