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    Urbe Documentário vai mostrar os sentimentos presentes na rotina de um centro urbano

    Priscila Magalhães
    23/02/2008

    "Urbe" surgiu da preocupação com o ritmo cada vez mais acelerado das cidades em função da tecnologia. A intenção do cineasta Marcos Pimentel é mostrar que em qualquer cidade existem sentimentos em meio ao concreto dos prédios. "É um filme humano, pois mostramos sentimentos como amor, morte, dor, paixão, vida e fúria nos rituais urbanos", explica ele.

    Para isso, as filmagens foram feitas em paisagens urbanas, como hospitais, cemitérios, ruas do centro, praças, padarias, igrejas e ateliês de arte. "Dessa forma, os grandes personagens são a cidade e seus sentimentos, pois estes são eternos. Desde que o homem é homem, eles existem e são os mesmos", ressalta Marcos.

    Um casal de cães vira-latas também é personagem do filme. Eles foram seguidos durante as filmagens com a intenção de retratar estes sentimentos. "Eles vivem na rua, dormem pelo Parque Halfeld e passam por momentos de alegria, prazer, de precisar comer e dormir. Vemos também que há um momento de sentimento entre os dois e tudo isso acontece no meio da cidade".

    Imagens do filme O nome "Urbe" foi escolhido, porque é uma palavra que vem do latim e quer dizer cidade. "O latim é a origem do nosso idioma, nossa raíz, e o filme fala das raízes, para encontrar os sentimentos do presente", explica. Além disso, o curta foi filmado em Juiz de Fora, cidade dos cinco integrantes da equipe. "Aqui foi onde nascemos, crescemos e nos formamos. Estes espaços fazem parte do nosso mundo", completa.

    Para retratar a natureza em contato com a cidade, além da presença dos cachorros, Urbe mostra a chuva, retratando "essa nuvem negra que está sempre sobre Juiz de Fora", diz o cineasta.

    Como o filme tem 15 minutos, a equipe procurou fazer imagens curtas, que dizem muito, afinal o número de sentimentos que o cineasta quer mostrar é grande. "Assim, ele está sintético e não desenvolve muito". Mas, o tempo do filme está relacionado às restrições financeiras, já que o orçamento é muito pequeno. "O teto da Lei Murilo Mendes é baixo para o cinema. Tínhamos R$ 22 mil e sem folga de orçamento, sem contar que acabamos colocando muito do nosso bolso".

    Em fase final

    Foto de Marcos "Urbe" já foi filmado, montado, está entrando na fase de tratamento das imagens, depois passa para a finalização do som e, por último, o transfer para 35mm. A previsão é que o filme fique pronto até o meio do ano, mas o cineasta não sabe quando ele vai ser lançado.

    O curta faz parte de uma trilogia. É o terceiro filme, mas o que foi filmado primeiro, pois havia prazo por causa da lei de incentivo à cultura. O primeiro é o "Polis" e fala do desenvolvimento e do ritmo acelerado. O segundo ainda não tem nome, mas aborda os problemas que esse tipo de vida gera. Estes dois devem ficar prontos até o início de 2009 e a vontade de Marcos é lançar todos eles juntos, mas acha que, por causa da Lei, deve haver o lançamento de "Urbe" antes, o que também não está confirmado.

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