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    19º Festival amplia apresentações no Central De 12 a 20 de julho, evento estima receber 80 mil pessoas durante a programação cultural, que envolve 30 concertos gratuitos



    Fernanda Fernandes
    Repórter
    12/07/2008

    O 19º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga começa mais cedo em 2008. No sábado, 12 de julho, o coral francês Les Petits Chanteurs de Lyon faz a pré-abertura do evento, que terá dez apresentações no Cine-Theatro Central (Praça João Pessoa, s/nº).

    Segundo a organização do festival, a quantidade de concertos no palco nobre da cidade foi ampliada para que as atrações possam chegar à maior audiência possível, já que o Central recebe público de até duas mil pessoas.

    Também recebem concertos da programação o Teatro Pró-Música (Avenida Rio Branco, 2329), a Igreja de São Sebastião (Praça Hermenegildo Villaça s/nº), a Igreja do Rosário (Rua Santos Dumont, 215) e o palco montado no Calçadão da (Rua Halfeld).

    A programação segue até domingo, dia 26, somando 30 concertos vespertinos e noturnos, todos com entrada franca. Na pré-abertura, os Meninos Cantores de Lyon (foto abaixo) levam para o Central a tradição do canto litúrgico.

    foto do Coral de Lyon Hoje com 250 coristas, o grupo tem 12 séculos de história, pois sua origem remonta à criação da primeira catedral da Gália, na Primacial Saint Jean, em Lyon, na França. Isso porque Carlos Magno viu na educação musical uma possibilidade dar unidade a seu Reino, iniciando assim a mais antiga instituição musical de Lyon, no ano de 799.

    Essas vozes que carregam com leveza, espiritualidade e história, o público pode ouvir no sábado, entoando canto gregoriano e outras peças clássicas. O grupo é regido por Jean François Duchamp, que assumiu a direção do coral em 1974 e inscreveu seu nome na trajetória da música litúrgica como o primeiro leigo na França a ser nomeado Mestre de Capela.

    De orquestras a performance solo

    Foto de Luis Otávio com um violino Segundo o diretor artístico do festival, Luís Otávio Santos, a programação cultural também tem função pedagógica. Trazer grandes orquestras para Juiz de Fora é sempre um desafio logístico, além de ser importante para formação de público em repertórios variados.

    Nesta edição, o Pró-Música agendou a vinda de quatro importantes formações brasileiras. A abertura oficial vai contar com a Orquestra Sinfônica do Estado de Minas Gerais, de Belo Horizonte. No dia 19, a programação terá a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, e, no dia 20, quem sobe ao palco do Central é a Orquestra Ouro Preto (foto).

    Algumas atrações internacionais chamam a atenção, como o grupo norte-americano Ensemble Lipzodes, que apresenta uma performance de música do século XVI da Guatemala. Conjuntos brasileiros também trazem um gosto raro e exótico à programação, como o Trio Novo Ovo Novo, de São Paulo, e o Modinhas Cariocas, do Rio. Entre os grandes nomes nacionais, o festival recebe o violonista Turíbio Santos, que faz concerto solo no Cine-Theatro Central, e o duo de violino e piano formado por Elisa Fukuda e Giuliano Montini.

    A maioria dos 700 alunos que freqüentam os 37 cursos oferecidos pelo evento também tem lugar garantido nos palcos. Ao final de 15 dias de estudo, nos dias 25 e 26, eles se apresentam em grupos como a Orquestra de Crianças, a Orquestra Experimental, o Madrigal e a Banda Sinfônica.

    E se a música tem seu lado cromático, o artista plástico Carlos Bracher defende o aspecto sonoro da cor, pois a programação cultural do festival não se resume a concertos, estendendo-se às artes visuais com a exposição Bracher Brasília. Na mostra, o juizforano retrata os grandes cenários da capital brasileira (fotos abaixo), pintados de novembro de 2006 a outubro de 2007.

    foto de obra de Carlos Bracher foto de obra de Carlos Bracher foto de obra de Carlos Bracher

    Resgate histórico

    Nesta edição, o festival abriga ainda o VIII Encontro de Musicologia Histórica, evento bienal que, desta vez, tem o tema Música e história no Brasil, propício para o momento em que se comemoram os 200 anos da chegada da Família Real ao país. Os trabalhos serão coordenados pelo professor Paulo Castagna.

    "É o mais antigo e o mais vivo encontro de musicologia no país. É uma espécie de bandeira que levantamos e uma vitória, pelo fato de não ser promovido por nenhuma universidade", afirma o diretor artístico. De acordo com Luís Otávio, muitas peças possíveis de serem executadas hoje, tiveram a origem de sua recuperação a partir de encontros passados.

    Ao longo dos 18 anos de existência, o trabalho do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga foi reconhecido por meio de diversos prêmios. Em 2004, recebeu o troféu Guarany na premiação Carlos Gomes da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Em 1992, foi incluído nas comemorações do bicentenário de Tiradentes. O evento foi laureado ainda com o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, outorgado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura, em 2000, e a Comenda Cultural da Casa Civil da Presidência da República, em 2002.

    Confira a programação completa no site do Centro Cultural Pró-Música. Todos os eventos são gratuitos, mas os convites para as apresentações devem ser retirados no dia do espetáculo, a partir de 08h, na portaria do Teatro Pró-Música ( Av. Rio Branco, 2329). Os concertos realizados nas Igrejas não precisam de convites.

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