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    Quinta-feira, 7 de abril de 2011, atualizada às 11h58

    Juiz de Fora recebe competição mundial de batuque com materiais escolares

    Victor Machado
    *Colaboração
    Competição mundial de batuque será realizada em Juiz de Fora

    Juiz de Fora receberá na próxima quinta-feira, 14 de abril, às 12h, a primeira competição universitária mundial de batucada. O evento percorre universidades do país e do mundo e, agora, chega à Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Os competidores utilizam apenas materiais escolares, como canetas, lápis, réguas, tesouras e borrachas para produzir os sons. As inscrições para a competição são gratuitas e podem ser feitas no local do evento. O interessado deve se apresentar com uma hora de antecedência em relação à competição.

    Os alunos são divididos em equipes com até quatro integrantes. Cada uma terá dois desafios de 60 segundos para demonstrar os sons produzidos com os materiais escolares e em conjunto. Um dos desafios é realizar um cover e outro, executar uma composição original. O júri, composto pelo professor de violão do instituto de Artes e Design da UFJF Luis Leite, o percussionista Daniel Manganelli e a aluna de Artes da UFJF Renata Brandão, escolherá a melhor performance. Os vencedores participarão de uma próxima etapa, com outros brasileiros, para decidir quem representará o Brasil na final mundial, no Rio de Janeiro.

    O evento já passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Belo Horizonte, Fortaleza, Niterói, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Itajaí e ainda vai passar por Vitória, Recife, Bauru e Goiânia.

    Segundo Manganeli, o concurso é uma forma de estimular a criatividade, principalmente, por se tratar de sons nunca vistos. "O fato interessante deste evento é porque se trata de uma coisa nova e os participantes vão ter que descobrir o que é possível fazer a partir dos materiais escolares." No entanto, Manganeli afirma que, ao mesmo tempo que é interessante, a novidade torna-se o principal desafio dos participantes. "É muito difícil produzir, quando não se tem uma base e é preciso descobrir as possibilidades. Por isso é importante ter criatividade."

    Oficina

    Para aguçar a criatividade e diminuir a dificuldade, o percussionista irá ministrar uma oficina, na terça-feira, 12 de abril, na sala 210, do Instituto de Artes de Design, no campus da universidade, das 12h às 13h. De acordo com Manganeli, será uma maneira de orientar as equipes que ainda não sabem por onde começar. "A oficina vai fazer exatamente o que é pedido no evento e servirá como forma de incentivar as pessoas a descobrirem como fazer som a partir de materiais escolares."

    Ele comenta que, ao contrário do aprendizado de instrumentos, na oficina o que vai prevalecer é a novidade. "Não existem técnicas, não existe método. É tudo novo. Os alunos vão aprender, criando." O percussionista explica que será necessário que os competidores voltem aos tempos de escola, em que batucavam na sala de aula.

    *Victor Machado é estudante do 7' período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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