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    Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009, atualizada dia 17 de fevereiro às 15h

    Secretaria de Assistência Social garante que sobram vagas para pessoas com deficiência nas empresas de Juiz de Fora


    Guilherme Arêas
    Repórter

    Em plena crise econômica mundial e com o fantasma do desemprego rondando a carreira de muitos trabalhadores juizforanos, um setor lamenta a falta de profissionais para preencher vagas de emprego. As empresas instaladas em Juiz de Fora estão encontrando dificuldade para contratar pessoas com deficiência.

    Essa é a constatação da Assessoria Especial da Pessoa com Deficiência (AEPD), da Secretaria de Assistência Social (SAS) da PJF. De acordo com o assessor Wesley Barbosa, a falta de qualificação profissional é a grande barreira que freia a chegada das pessoas com deficiência aos postos de trabalho na iniciativa privada.

    Atualmente, há 31 pessoas com deficiência em fase de testes para admissão, na cidade. Só uma empresa pretende abrir 70 vagas ao longo de 2009. Porém, o número poderia ser ainda maior, já que a lei 8.213/91 obriga as empresas a reservar de 2% a 5% dos seus cargos para beneficiários reabilitados ou pessoas que têm alguma deficiência.


    Número de funcionários Percentual destinado às pessoas com deficiência
    até 200 empregados 2%
    de 201 a 500 3%
    de 501 a 1.000 4%
    de 1.001 em diante 5%


    "A grande maioria das empresas encontra dificuldades para empregar defecientes com capacitação técnica, em Juiz de Fora. Elas alegam falta de qualificação e, principalmente, de escolaridade", lamenta Wesley.

    Mas o assessor esclarece que a situação não pode justificar o descumprimento da lei por parte das empresas. A Prefeitura de Juiz de Fora pretende aumentar a fiscalização na iniciativa privada para fazer cumprir a legislação que reserva as vagas. Por outro lado, a Assessoria está enviando cartas de orientação para 1.500 pessoas com deficiência para que elas se inscrevam no ProJovem Urbano. O programa do governo federal dá aos jovens a oportunidade de terminar os estudos e receber uma qualificação profissional.

    Apesar da constatação da Secretaria de Assistência Social, este cenário não é fiel à realidade de muitos portadores de necessidades especiais, que se veem na situação oposta. A auxiliar de biblioteca Jaciara Leonardo relata que muitos profissionais não conseguem adequar suas qualificações às vagas ofertadas.

    Jaciara é formada em Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), especialista em Planejamento e Gestão Social pela mesma instituição e atualmente cursa o sétimo período de Direito em uma faculdade particular de Juiz de Fora. Mesmo com a vasta qualificação acadêmica, as experiências que ela adquiriu foram como telefonista e auxiliar de biblioteca. O salário máximo que conseguiu foi de R$ 800.

    "Alguns postos de trabalho que são oferecidos não atendem à qualificação que nós temos. Claro que isso é minoria, mas essas dados não são divulgados", argumenta.

    Em constante pesquisa pela internet sobre vagas de emprego para pessoas com deficiência, Jaciara constata que são raras as oportunidades para os que têm ampla formação. "Vagas para serviços gerais você encontra muito. Mas quando o trabalho exige um pouco mais, essas vagas não existem."

    Cadastros na AEPD

    Em Juiz de Fora, estima-se que 14,5% da população tenha alguma deficiência. O número de cadastros na AEPD chega a 13 mil. Em 2008, cerca de 60 novos cadastros foram feitos. Nos 20 primeiros dias de 2009, o número de pessoas com deficiência cadastradas subiu para 120, fato explicado pelo aumento na divulgação do trabalho desenvolvido pela Assessoria.

    "Além do aumento do número de novos cadastros, tivemos também a mudança de perfil, com a inclusão de pessoas com melhor formação escolar", conclui Wesley.

    A AEPD fica na rua São Sebastião, 750, Centro. O telefone para contato é o 3690-7799.

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